... a expectativa adensa-se ... gradualmente me aproximo do desiderato proposto ...
" Tiro de partida ", onde iniciamos esta fabulosa experiência de vivenciar as emoções contidas no calcorrear os trilhos que nos levarão à majestosa catedral de Santiago de Compostela, onde repousam as ossadas de Santiago Mor, pelo qual milhares de crentes a ele recorrem.

História
Fundação e primeiros povos
Tem origem num povoado celta,
pré-romano. Na época romana designava-se Cale ou Portus Cale, sendo a origem do nome de Portugal.
A 27 de abril de 711 d.C. dá -se o inicio
da invasão muçulmana da
península ibérica, com o desembarque em Gibraltar dum exército mouro de
9000 homens, liderados por Táriq Ibn Ziyad. Em 714 tomam
Lisboa, e em 715 as forças islâmicas atingem a região norte do que hoje
conhecemos como Portugal, tomando as principais povoações e cidades, tais como
Porto e Braga. Em 716 já praticamente toda a
península estava sob domínio do Califado Omíada, com
excepção de uma pequena zona montanhosa das Astúrias, onde a resistência cristã se
refugiou.
Passado um século e meio, em 868,
surgem as primeiras tentativas de reconquista definitiva, Vímara Peres, fundador da terra portugalense,
teve uma importante contribuição na conquista do território, restaurando assim
a cidade de Portucale.
Finalmente, e passados dois séculos
após o ínicio da invasão, em 999 uns nobres e valorosos fidalgos Gascões
entre os quais se encontrava D. Nónego bispo de Vendôme em França e mais
tarde bispo do Porto entraram com uma grande Armada pela foz do Rio Douro, para
expulsarem os mouros. Esta armada,que ficou conhecida como a Armada dos Gascõesassociada
a D. Munio Viegas "arrancou"
a cidade do Porto aos Mouros para dedicá-la à Virgem Mãe de Deus. Depois d'esta
batalha, D. Munio e os "franceses" trataram de reedificar o Porto.
Ergueram as antigas e fortes muralhas, e na parte mais elevada da cidade
fundaram um alcácer acastelado e bem fortalecido que, depois do conde Henrique,
serviu de habitação dos bispos, aos quais foi doado. A torre e a porta
principal foram obra de D. Nónego, que, em memória da pátria, a nomeou porta
de Vandoma, e que na frontaria da torre fez erguer o santuário, onde
colocou a imagem de Nossa Senhora do
Porto, que já trouxera consigo de França.
Em 1111, Teresa de Leão, mãe do futuro primeiro rei de
Portugal, concedeu ao bispo D. Hugo o
couto do Porto. Das armas da cidade faz parte a imagem de Nossa Senhora. Daí o
facto de o Porto ser também conhecido por "cidade da Virgem", epítetos
a que se devem juntar os de "Antiga, Mui Nobre, Sempre Leal e Invicta",
que lhe foram sendo atribuídos ao longo dos séculos e na sequência de feitos
valorosos dos seus habitantes, e que foram ratificados por decreto de D. Maria II de Portugal.
Foi dentro dos seus muros que se
efectuou o casamento do rei D. João I com
a princesa inglesa D. Filipa de Lencastre.
A cidade foi berço do infante D. Henrique,
conhecido como o Infante de Sagres ou O Navegador.
Devido aos sacrifícios que a cidade
fez para apoiar a preparação da armada que partiu, em 1415, para a conquista de Ceuta,
tendo a população do Porto oferecido aos expedicionários toda a carne
disponível, ficando apenas com as "tripas" para a alimentação os
naturais do Porto ganharam a alcunha de "tripeiros", uma expressão
mais carinhosa que pejorativa. É também esta a razão pela qual o prato
tradicional da cidade ainda é, hoje em dia, as "Tripas à moda do
Porto". Existe uma confraria especialmente dedicada a este
prato típico.
Séculos XVIII e XIX
A cidade desempenhou um papel
fundamental na defesa dos ideais do liberalismo mais concretamente nas
batalhas do século XIX. Aliás, a
coragem com que suportou o cerco das tropas miguelistas durante
a guerra
civil de 1832-34 e os feitos valorosos empreendidos pelos seus
habitantes — o famoso Cerco do Porto — valeram-lhe mesmo a
atribuição, pela rainha D. Maria II, do título — único entre as demais cidades
de Portugal — de Invicta Cidade do
Porto (ainda hoje presente no listel das suas armas), donde o
epíteto com que é frequentemente mencionada por antonomásia - a «Invicta». Alberga
numa das suas muitas igrejas - a da Lapa -
o coração de D. Pedro IV de Portugal,
que o ofereceu à população da cidade em homenagem ao contributo dado pelos seus
habitantes à causa liberal.
Cidade agraciada com a Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e
Mérito a 26 de Abril de 1919.
Gastronomia
Vários pratos da tradicional
culinária portuguesa tiveram origem na cidade do Porto, cuja identidade (a
nível dos pratos principais de carne e de peixe, das sopas, das entradas e dos
aperitivos, dos vinhos e das aguardentes, dos queijos e dos enchidos, bem como
das sobremesas e da doçaria) se insere na identidade gastronómica mais vasta do
território identitário do Entre Douro e Minho.
O prato típico por excelência da
cidade são as Tripas à moda do Porto, prato histórico e que
remonta à altura dos descobrimentos portugueses, e que pode ser
encontrado em muitos dos restaurantes da
cidade. O Bacalhau à Gomes de Sá é outro prato
emblemático da cidade do Porto, muito apreciado pelo seu sabor e requinte, que
tem também impacto em todo o território português, bem como no Brasil,
visto que o Brasil foi
povoado, estruturalmente, por portugueses da região Norte de
Portugal. O Caldo Verde também é um sopa típica, originária e emblemática
do Porto e da região Norte de
Portugal. A francesinha é, da culinária recente, o prato mais famoso,
e consiste numa sanduíche recheada com várias carnes (normalmente carne
de vaca, linguiça, salsicha fresca e fiambre) e coberta com queijo e
um molho especial (molho de francesinha).
A bebida que tem o nome da cidade é
o vinho do Porto, é produzido na região vitivinícola do Alto Douro (a
mais antiga região demarcada do mundo). O vinho do
Porto é exportado internacionalmente a partir das caves que se situam na margem
esquerda do rio Douro,
em Vila Nova de Gaia.
Instituições culturais
A cidade do Porto possui diversos
espaços culturais de referência na região e a nível nacional. Entre os diversos
museus da cidade, destaca-se o Museu de Arte
Contemporânea, um dos museus mais visitados do país, onde obras de
arte de vários artistas contemporâneos são, também, expostas, ao lado da flora
típica da região norte de Portugal no envolvente Parque de Serralves. A Casa do Infante,
datada do século XIII e onde terá nascido o Infante D. Henrique, é actualmente museu
medieval da cidade e arquivo distrital. Outras casas museu incluem a Casa-Museu
Fernando de Castro, a Casa-Museu Guerra Junqueiro, Casa-Museu Marta Ortigão Sampaio e a Casa-Oficina António Carneiro.
Inserido no edifício da Alfândega Nova, o Museu de Transportes e Comunicações tem
como objectivo mostrar a história dos transportes e meios de comunicação. O Museu do Carro Eléctrico, instalado na
antiga central termo eléctrica de Massarelos, dispõe de uma colecção carros
eléctricos e atrelados que circulavam pela cidade. Anualmente, organiza um
desfile de carros eléctricos do museu pelas ruas da cidade, entre Massarelos e
o Passeio Alegre.
O Museu Nacional de Soares dos Reis,
criado em 1833 por D. Pedro IV, inclui grande parte da obra do
escultor. No Porto existem diversos museus temáticos, de referir: o Museu do Vinho do Porto, Museu da Indústria, Museu de
História Natural, Museu do Papel Moeda, Gabinete de Numismática, Museu de Arte Sacra, Museu da Misericórdia do Porto, Museu Nacional
da Imprensa, Jornais e Artes Gráficas, Centro Português de Fotografia, Museu Romântico da Quinta da
Macieirinha, Museu Militar do Porto, Museu Nacional
de Literatura e o Castelo do
Queijo, célebre pelo seu miradouro, é onde se realizam várias
exposições temporárias. O Porto acolhe ainda as fundações de António de Almeida, António Cupertino de Miranda,
Ilídio Pinho e Guerra Junqueiro
e Mesquita Carvalho.
Os auditórios culturais da cidade
são na sua grande maioria construções do séculos XIX e XX. A construção mais
arrojada e relevante dos últimos anos é a Casa da Música,
uma obra de arquitectura que foi concebida para o evento Capital Europeia
da Cultura 2001, da autoria do arquitecto Rem Koolhaas e
aclamada internacionalmente. O Teatro Rivoli,
o Teatro Nacional São João e o Teatro Sá da Bandeira são importantes
salas de espectáculos, de relevo histórico e arquitectónico, localizados na
Baixa do Porto. Na baixa da cidade localizam-se ainda outros auditórios, como o Coliseu do Porto e
o Cine-Teatro Batalha, histórica sala de cinema
da cidade a que está ligada a expressão local "vai no Batalha!".
Outros teatros incluem o Teatro do Campo Alegre e o Teatro Helena Sá e Costa, este último é
palco dos talentos em formação na Escola de Música
e Artes do Espectáculo do Porto.
20 de Agosto de 2016
...começando por aconchegar o bucho ...
A Estação Ferroviária de Porto - São Bento, igualmente denominada de Estação de São Bento, e originalmente comoEstação Central do Porto, é uma interface de caminhos de ferro da Linha do Minho, que serve a cidade do Porto, emPortugal. Está situada na Praça de Almeida Garrett, tendo o edifício da Estação, de influência francesa, sido delineado pelo arquitecto portuense José Marques da Silva. Entrou ao serviço, de forma provisória, no dia 8 de Novembro de 1896, só tendo sido oficialmente inaugurada em 5 de Outubro de 1916. Situada no Centro Histórico do Porto, a estação afirmou-se como um dos principais monumentos na cidade, sendo especialmente célebre pelos seus painéis de azulejo.
Azulejos e arquitectura
O átrio principal da estação está revestido de azulejos de temática histórica. Cobrindo uma superfície de cerca de 551 metros quadrados, representam, principalmente, cenas passadas no Norte do país, estando retratados, entre outros aspectos, o Torneio de Arcos de Valdevez (painel Batalha de Arcos de Valdevez), a apresentação de Egas Moniz com os filhos ao Rei Afonso VII de Leão e Castela, no Século XII, a entrada de D. João I e de D. Filipa de Lencastre no Porto (painel Entrada de João I no Porto), em 1387, aConquista de Ceuta, em 1415, e a vida tradicional campestre (painéis Vistas e Cenas Rurais); um friso colorido (História dos Transportes) dedica-se à evolução dos transportes em Portugal, concluindo com a inauguração dos caminhos de ferro. Foram produzidos na Fábrica de Sacavém e instalados entre 1905 e 1906 pelo artista Jorge Colaço, que, nessa altura, se afirmava como o mais popular azulejador em Portugal. Os azulejos apresentam um estilo típico da Arte Nova, utilizando cores muito claras, conhecidas como cores-pastel.
Além dos azulejos, outros aspectos a destacar na estação são a cobertura sobre as vias e a monumental fachada, que, como a maior parte das obras de Marques da Silva na cidade do Porto, apresenta uma forte influência francesa, que se verificou especialmente nas torres laterais, com um estilo típico da Escola de Fontainebleau, oscilando entre aArquitectura renascentista e a Belle Époque]
Sé Catedral do Porto
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Nomes alternativos
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Igreja de Nossa
Senhora da Assunção
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Tipo
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Início da construção
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século XII (catedral)
século XVI (claustro) século XVII (capela-mor) |
Função atual
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Religiosa, Museu
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Website
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Património Nacional
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Classificação
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Data
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1910
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DGPC
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SIPA
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Geografia
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País
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Cidade
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A Sé / Catedral da cidade do Porto, situada no coração do centro
histórico da cidade do Porto, é um dos principais e
mais antigos monumentos de Portugal.
História
O início da sua construção data da primeira metade
do século XII, e
prolongou-se até ao princípio do século XIII. Esse primeiro edifício, em
estilo românico,
sofreu muitas alterações ao longo dos séculos. Da época românica datam o carácter geral
da fachada com as torres e a bela rosácea,
além do corpo da igreja de três naves coberto
por abóbada de canhão.
A abóbada da nave central é sustentada por arcobotantes, sendo a Sé do Porto um dos
primeiros edifícios portugueses em que se utilizou esse elemento
arquitectónico.
Na época gótica, cerca do ano de 1333,
construiu-se a capela funerária de João Gordo, cavaleiro da Ordem dos
Hospitalários e colaborador de D. Dinis, sepultado em um túmulo com jacente. Também da época gótica data o claustro (séc XIV-XV), construído no
reinado de D. João I.
Este rei casou-se com D. Filipa de
Lencastre na Sé do Porto em 1387.
O exterior da Sé foi muito modificado na época
barroca. Cerca de 1736, o arquitecto italiano Nicolau Nasoni adicionou uma belagalilé barroca à fachada lateral da Sé.
Cerca de 1772 construiu-se um novo portal em
substituição ao românico original. As balaustradas e cúpulas das torres também são barrocas.
Claustro
gótico.
À esquerda da capela-mor, encontra-se
um magnífico altar de prata, construído na segunda metade do século XVII por
vários artistas portugueses. Este foi salvo das tropas francesas em 1809 por
meio de uma parede de gesso construída apressadamente.
Ainda nesta área esquerda é especialmente notável a imagem medieval
de Nossa Senhora de
Vandoma, (padroeira da cidade).
No século XVII a
capela-mor original românica (que
era dotada de um deambulatório) foi
substituída por uma maior em estilo barroco. O altar-mor, construído entre 1727-1729,
é uma importante obra do barroco joanino, projectado por Santos
Pacheco e esculpido por Miguel Francisco da Silva. As pinturas
murais da capela-mor são de Nasoni. O transeptosul dá acesso aos claustros do século XIV e à Capela de São Vicente. Uma
graciosa escadaria do século XVIII de Nasoni conduz aos pisos
superiores, onde os painéis de azulejos exibem a vida da Virgem e asMetamorfoses de Ovídio.
A Sé integra três belos órgãos.
Um deles, no coro-alto, marca em Portugal um período que dá início ao
desenvolvimento organístico. Trata-se de um instrumento do construtor Jann, o
mesmo do órgão da igreja da Lapa
(Porto), ambos promovidos pelo esforço e iniciativa do Cónego Ferreira dos Santos.
Convento dos Grilos
| Igreja e Convento dos Grilos | |
|---|---|
| Nomes alternativos | Igreja e Colégio de São Lourenço Seminário Maior de Nossa Senhora da Conceição |
| Estilo dominante | Maneirista, Barroco,Neoclássico |
| Início da construção | 1577 (interior igreja) 1690 (fachada atual) |
| Inauguração | 1622 (sagração da igreja) 1630 (colégio) |
| Função inicial | Colégio da Companhia de Jesus |
| Proprietário atual | Igreja Católica |
| Função atual | Igreja e museu |
| Património Nacional | |
| Classificação | |
| Data | 1982 |
| SIPA | 5476 |
| Geografia | |
| País | Portugal |
| Cidade | Porto |
| Coordenadas | |
| Geolocalização no mapa: Porto | |
A Igreja e Colégio de São Lourenço, popularmente conhecida pela Igreja dos Grilos, é um conjunto de edifícios religiosos na cidade do Porto, em Portugal.
Construídos pelos jesuítas em 1577 em estilo maneirista barroco-jesuítico, financiados por doações de fiéis, assim como de Frei Luís Álvaro de Távora, aqui sepultado, a Igreja e o Convento de São Lourenço foram erguidos com forte oposição da câmara e da população. No entanto, os seguidores de Santo Inácio de Loyola acabaram por conseguir fundar o tão ambicionado colégio com aulas gratuitas, o que conquistou rapidamente um notável êxito.
A oposição da população não era dirigida aos jesuítas, mas ao colégio que pretendiam instituir devido aos privilégios que os cidadãos tinham que impediam a permanência de nobres e fidalgos dentro da cidade, por um período superior a três dias.
Assim sendo o colégio que seria construído, chamaria filhos de nobre e fidalgos que obrigatoriamente teriam de residir na cidade, mas através de algumas artimanhas dos religiosos a oposição dos burgueses foi ultrapassada.
Com a expulsão dos jesuítas em 1759, por ordem do Marquês de Pombal, a igreja foi doada à Universidade de Coimbra até a sua compra pelos Frades Descalços de Santo Agostinho que ali ficaram de 1780 a 1832. Estes frades vieram de Espanha em 1663, instalando-se inicialmente em Lisboa, no sítio do Grilo, onde rapidamente ganharam a simpatia da povoação, ganhando o nome de "frades-grilos", dando assim o nome a igreja onde estiveram no Porto.
Durante o Cerco do Porto, os frades viram-se obrigados a abandonar o convento, tendo este sido ocupado pelas tropas liberais de D. Pedro. O Batalhão Académico, integrando Almeida Garrett, instalou-se lá. Hoje o conjunto é pertencente ao Seminário Maior que o ocupa desde 1834.
História
Correndo junto às parede norte da Muralha Primitiva, o arruamento é documentado pela primeira vez em 1301 como Rua Nova, adotando o nome atual um século mais tarde, como é testemunhado num documento do cabido, datado de 1404, que refere expressamente "Rua Escura que antigamente chamavam Rua Nova". Esta mudança toponímica deverá estar relacionada com a abertura, por iniciativa de D. João I, de uma nova "Rua Nova" (depois Rua Formosa, mais tarde Rua Nova dos Ingleses e hoje Rua do Infante D. Henrique).
A Rua Escura já se encontrava calcetada nos fins da Idade Média e aqui esteve localizado o Recolhimento de Nossa Senhora do Ferro. Por este motivo a artéria foi também designada, na Época Moderna, como "Rua de Nossa Senhora do Ferro". Um documento da Misericórdia, datado de 1743, chama-lhe mesmo "Rua do Ferro". O Recolhimento do Ferro saiu da Rua Escura e mudou-se em1757 para as Escadas do Codeçal, na zona da Lada.
Sensivelmente em frente do Recolhimento do Ferro ficava o cárcere da Inquisição no Porto, instalada em 1541 por ordem de D. João III, que disso incumbiu o bispo D. Frei Baltasar Limpo. Em carta endereçada ao monarca em 1542, o bispo informa ter já 40 encarcerados. O primeiro (e, até se julga saber, único) auto-de-fé realizado no Porto teve lugar em 11 de fevereiro de 1543, tendo sido queimados quatro condenados.
Na Rua Escura localizava-se também a antiga Casa da Câmara, também conhecida por "Casa dos Vinte e Quatro, assim como aFonte da Rua Escura ou de São Sebastião. Em 1940, aquando das remodelações urbanas da zona do Terreiro da Sé, a fonte foi transferida para a parte superior do Largo do Dr. Pedro Vitorino, tendo sido reconstruída encostada à base do Terreiro da Sé, voltada ao portal do Seminário Maior do Porto. A fonte está classificada como Imóvel de Interesse Público por decreto de 1938. Também a Capela do Senhor dos Passos, que ainda hoje se ergue na Rua Escura, um pouco a montante da Casa da Câmara, foi também objeto de classificação, como Imóvel de Interesse Público em 1976.
História
O edifício foi mandado edificar a 25 de Setembro de 1859, na praia de Miragaia, segundo projecto do arquiteto francêsJean-François Colson, tendo o seu primeiro núcleo sido inaugurado em 1869 e terminada a construção dez anos mais tarde.
A sua edificação implicou a construção da enorme plataforma do cais onde assenta a Alfândega e que substituiu a antiga praia de Miragaia. Complementarmente, de forma a facilitar o transporte de mercadorias, a Alfândega e a Estação de Campanhã foram ligadas por um ramal de caminho de ferro (Ramal da Alfândega) em 1888, tendo ainda sido aberta a rua Nova da Alfândega.
Este conjunto de modificações é por muitos considerada como uma das mais profundas alterações urbanísticas epaisagísticas da cidade do Porto no século XIX.
O conceito do edifício compreendia não apenas as infra-estruturas para a entrada e saída de mercadorias, mas também diversas estruturas de apoio tais como armazéns, vias-férreas, plataformas giratórias que facilitassem o movimento dos vagões e guindastes.
A partir da década de 1990, conheceu intervenção de restauro e requalificação com projeto do arquiteto Eduardo Souto de Moura, passando a abrigar um Centro de Congressos, o Museu de Transportes e Comunicações e a sede da Associação Museu de Transportes e Comunicações (AMTC), instituição privada sem fins lucrativos criada em Fevereiro de 1992, com a missão de preservar o edifício da antiga Alfândega do Porto, assim como todo o património na área dos transportes e comunicações.
Igreja Matriz de
Massarelos
Igreja
Matriz das Almas do Corpo Santo de Massarelos.
A construção
da Igreja da Confraria das Almas
do Corpo Santo de Massarelos teve início em 1776. Apenas passou a
ser a igreja paroquial de Massarelos (Porto, Portugal) quando a de Santa Maria da Boa
Viagem, sede da freguesia até que caiu em ruínas.
A
Confraria
A Confraria das Almas do Corpo Santo foi
fundada em 1394, por navegantes que tinham sofrido uma
tempestade quando regressavam de Inglaterra. Dedicava-se à assistência e
protecção dos navegantes e mercadores. Um dos confrades terá sido o Infante D. Henrique.
Esta importante confraria desempenhava funções bancárias, comerciais e outras,
tendo navios que para além de serem pertença da confraria e executarem serviços
em seu nome, quando era preciso, defendiam a costa de piratas.
A
Igreja
A igreja que
conhecemos hoje tem um portal com um nicho com o padroeiro, São Pedro González Telmo,
também conhecido apenas como São Telmo. O enorme janelão central domina a
fachada rematada por uma cruz de pedra. As torres sineiras possuem relógios e
toda a fachada é guarnecida com azulejos. De uma só nave, tem um interior relativamente
modesto. Na parte de trás, virada ao rio, a Cruz da Ordem de Cristo e um painel de azulejos
onde figura o Infante D. Henrique dão
voz à tradição deste ter sido um dos confrades desta antiga instituição.
No tesouro da
Irmandade existem diversas pratas e uma custódia quinhentista muito bonita.
Interessante é o quadro de São Telmo, a óleo, que esteve na igreja, junto à
porta, e se guarda hoje na sala das sessões da Confraria. Merecem também
referência algumas imagens e o arcaz da sacristia.
http://descobrir-portugal.com/2010/08/praias-do-porto/
Forte de São João
Baptista da Foz
Ergue-se em posição dominante na barra do rio Douro, guarnecendo o acesso fluvial à
cidade do Porto.
História
Iniciado durante o reinado de D. Sebastião (1557-1578),
em 1570, sob a supervisão de João
Gomes da Silva, diplomata e homem de confiança da Corte (autoria do
mestre de fortificações Simão de Ruão, filho de João de Ruão[1]), constituía-se numa simples estrutura
abaluartada, envolvendo o hospício (mosteiro) e a igreja dos beneditinos de Santo Tirso (Igreja
Velha) antigas estruturas medievais.
O bispo de Viseu, D. Miguel da Silva edificou neste local uma
igreja e paço abacial anexo, para os quais recorreu aos projectos do arquitecto Francesco
de Cremona recrutado em Itália; conjuntamente com o Farol de São
Miguel-o-Anjo (concluído em 1527),
que dista do local poucas centenas de metros, resultaram da sua acção
mecenática e constituíram a primeira manifestação de arquitectura renascentista no Norte de Portugal (a
capela-mor e nave da igreja, com o envolvimento da estrutura abaluartada e o
desmonte da cobertura, funcionaram como praça de armas do forte).
Com a Guerra da Restauração da
independência impôs-se a remodelação da fortificação. Receando uma invasão espanhola pela fronteira norte do reino,
o rei D. João IV(1640-56),
em 1642 despachou para a cidade do Porto o
novo Engenheiro-mor do Reino, o francês Charles
Lassart. Este teve oportunidade de constatar, in loco, a
ineficácia da estrutura seiscentista diante dos meios ofensivos setecentistas,
e elaborou-lhe um novo projeto que a ampliava e reforçava. As obras ficaram a
cargo do jesuíta João Turriano. Entretanto, problemas
suscitados pela fonte dos recursos junto à Câmara Municipal do Porto e
problemas pessoais do Tenente-governador da fortificação Pinto de
Matos (1643-1645) atrasaram sensívelmente o início das obras.
Com a nomeação de Martim
Gonçalves da Câmara, como substituto de Pinto de Matos (Maio de 1646),
as obras foram finalmente iniciadas, com a demolição da Igreja Velha no
mesmo ano. Tornadas prioritárias diante a invasão do Minho por
tropas espanholas, encontravam-se concluídas em 1653.
Dois anos mais tarde, era considerada a segunda do Reino, logo após
a de São Julião,
e a chave dela [cidade do Porto] com a qual não só se [a] assegurava
mas toda a Província do Entre-Douro e Minho e a da Beira. Ao final doséculo XVII, em 1684 estava
guarnecida por 22 artilheiros, congregando seis regimentos de Cavalaria e dezoito de Infantaria.
No início do século XIX durante
a Guerra Peninsular,
a 6 de Junho de 1808,
o Sargento-mor Raimundo
José Pinheiro ocupou as suas instalações, e, na madrugada
seguinte, fez hastear no seu mastro a bandeira das Quinas,
primeiro ato de reação portuguesa contra a ocupação napoleônica.
A fortificação estaria envolvida poucos anos mais tarde nas Revoltas liberais, tendo protegido, durante o
cerco do Porto (1832-1833), o desembarque de suprimentos para a cidade.
Diante da evolução das embarcações e da artilharia, progressivamente perdeu a função
defensiva, sendo utilizada como prisão para presos políticos. Entre os nomes
ilustres que estiveram detidos nos seus cárceres, relancionam-se os de José de Seabra da
Silva (à época do Marquês de Pombal)
e os liberais José
de Passos Manuel e duque da Terceira.
No século XX foi
residência da poetisa Florbela Espanca, esposa de um dos oficiais da
guarnição. Recentemente, na primeira metade da década de 1990, o monumento sofreu intervenção
arqueológica sob a responsabilidade do Gabinete de Arqueologia Urbana da Divisão
de Museus e Patrimônio Histórico e Artístico da Câmara
Municipal do Porto. Atualmente sedia o Instituto da Defesa Nacional.
Características
No século XVII, o
projecto de Lassart, embora modificando a orgânica da estrutura, não tocava no
essencial da defesa quinhentista. A antiga igreja, inserida na área militar, foi
demolida, desaparecendo a parte central da fachada, sendo abertas as torres,
removidas as lajes das campas no seu pavimento
(reaproveitadas na alvenaria) e apeada aabóbada (a primeira em estilo renascentista do
país). Agora a céu aberto, passou a servir como praça de armas, enquanto os
seus anexos foram soterrados para consolidar o terrapleno do baluarte leste. Os nichos dos altares laterais
foram entaipados por muros de alvenaria de pedra.
A partir da realidade imposta pela irregularidade do terreno e pela
fortificação preexistente, a planta da nova estrutura apresenta o formato de um
quadrilátero retangular orgânico com três baluartes e um meio baluarte,
concentrando o fogo da artilharia pelo
lado de terra, dadas as dificuldades naturais de transposição da barra do rio
Douro. O único baluarte de traçado regular é o que aponta para a barra; dos
dois voltados para o lado de terra, o do leste, é excepcionalmente pontiagudo,
terminando num esporão de grande altura, enquanto que do oeste prolonga-se por
um espigão destinado a eliminar um ângulo morto, atualmente quase encoberto
pelo aterro viário.
O novo portal de
acesso ao forte, em estilo neoclássico,
foi construído pelo Engenheiro Reinaldo Oudinot (1796),
dotado de ponte levadiça, corredor de entrada acasamatado ecorpo
de guarda tapando a fachada palaciana no lugar de um revelim seiscentista. Esta foi a última
obra promovida, embora ainda se encontrasse incompleta em 1827.

Anémona- by artist Janet Echelman
Forte de São
Francisco Xavier do Queijo
Em posição dominante sobre o oceano Atlântico e a pouca distância da foz do rio Douro, é também conhecido comoCastelo do Queijo por, segundo a tradição, ter sido edificado sobre uma rocha de granito arredondada, e com um formato similar ao de um queijo (penedo do Queijo).[1]O Forte de São Francisco Xavier localiza-se junto à Praça de Gonçalves Zarco, na freguesia de Nevogilde, no concelho edistrito do Porto, em Portugal.
História
Desde tempos antigos que se diz que o enorme penedo do Queijo foi um lugar
de culto sagrado para os Draganes, uma tribo celta que havia chegado à
Península Ibérica no século VI a.C..[1] É nesse local que foi
inicialmente edificado um forte no século XV.[2]
O Castelo do Queijo
Em ruínas em meados do século XVII, serviu como alicerce para esta
pequena fortificação marítima, erguida às custas da Câmara Municipal da cidade
do Porto durante aGuerra da Restauração da
independência portuguesa (1640-1668), com traça do engenheiro militar francês Miguel de l'Ècole,
tendo a obra sido dirigida por Fernando César de Carvalhais Negreiros (capitão
da Armada Real). Sobre a sua periodização e as razões para a sua construção,
aponta-se:
Não se sabe ao certo o ano em que foi fundado este Castelo de S. Francisco
Xavier ; é de presumir o tenha sido pelos anos de 1661 ou 1662,
estando as nossas costas ameaçadas pela armada da Galiza (Henrique
Duarte de Sousa e Reis. Apontamentos para a História do Governo Militar
do Porto até ao séc. XIX.)
Essas datas constam, a primeira, de um auto onde se define o local
escolhido para a construção do forte, e, a segunda, de um ofício cujo texto
permite depreender que, por essa altura, já as suas obras iam adiantadas.
No início do século XVIII,
entretanto, em 1717, a Câmara do Porto requereu a sua
desactivação a D. João V (1706-1750),
justificando que o castelo chamado do Queijo era inútil
e supérfluo e que apenas servia para fazer uma grande despesa
ao Cofre desta Cidade, no pagamento dos oficiais que se criaram para a
assistência do dito Castelo, onde nunca residem, aproveitando-se da
conveniência do soldo. O parecer do Conselho de Guerra do soberano,
entretanto, indeferiu este requerimento em 1720.
No contexto das Guerras Liberais, durante o cerco do Porto esteve ocupado pelas
forças conservadoras de D. Miguel (1828-1834),
apesar do bombardeio combinado daartilharia das baterias da
Luz e dos navios da esquadra liberal de D. Pedro (1826),
que bastante castigaram a sua estrutura. Depois da jornada
do Lordelo foi abandonado e saqueado pela população.
Entregue à guarda da Companhia
de Veteranos (1839), durante a revolta da Maria da Fonte (1846),
tendo sido ocupado pelas tropas da Junta do Porto, foi alvejado pelafragata Íris, fiel ao governo de Maria II de Portugal (1826-1828,
1834-1853). Em 1890, ficou entregue à Guarda Fiscal que a conservou até 1910.
Do século XX aos nossos dias
Foi classificado como Imóvel de
Interesse Público pelo Decreto nº 23.684, de 20 de março de 1934.
Em 1949 foi cedido ao Núcleo da Brigada
Naval da Legião
Portuguesa do Porto que ali esteve instalado até ao 25 de Abril de 1974.
A sua Zona Especial de Protecção (ZEP) foi definida pela Portaria DG nº 99, de 26 de abril de 1961.
Actualmente restaurado e em perfeitas condições, encontra-se sob a guarda
da Associação
de Comandos (Delegação do Norte) que ali mantém um museu
histórico-militar e uma programação de eventos culturais e de animação, aberta
ao grande público.
Características
O forte apresenta planta no
formato de um polígono triangular com sólidas muralhas de cantaria de pedra, arrematadas por guaritaspentagonais nos vértices cobertas por cúpulas. No terrapleno, amplas plataformas de
tiro, ornamentadas com canhões históricos, e os edifícios de serviço (Casa do
Comando, quartéis da tropa, paiol e cisterna).
As defesas são completadas por fossos, ponte levadiça
e portão monumental de acesso em plano reentrante, pelo lado de terra (Norte),
com formato de arco,
encimado por um escudo com as armas de
Portugal.
Um oratório, sob a
invocação de São Francisco Xavier,
encontrava-se primitivamente colocado na sala da Casa do Comando do forte.

Naufrágio de 1947
O Naufrágio de 1947 (2 de dezembro de 1947),
foi o maior desastre marítimo ocorrido na costa portuguesa, na região de Matosinhos, onde perderam a vida 152
marinheiros.
Prelúdio
No dia 1 de dezembro de 1947,
as traineiras começaram a chegar ao porto de Leixões com
escasso peixe nos porões. A meio da manhã, entrou uma traineira carregada desardinha e os outros mestres
perspectivando uma boa pescaria, chamaram os seus tripulantes e começaram a
aprovisionar os barcos para outra saída. Durante essa tarde, apesar de haver
vários prenúncio de temporal, fizeram-se ao mar 103 traineiras que rumaram em
direcção à Figueira da Foz .
Nessa altura, o espectro da fome era maior do que o do medo, levando a que
estes ousados lobos do mar enfrentassem sempre as ondas sem medo, saindo da
barra muitas vezes para não voltarem .
A
tragédia
Passadas algumas horas o tempo mudou radicalmente, vendo-se as traineiras
envolvidas num imenso temporal. As ondas fortíssimas, chegaram a subir aos 10
metros, enquanto o vento rodava para Noroeste e o ar arrefecia drasticamente.
Algumas traineiras resolvem regressar para Leixões, mas a grande maioria,
decide continuar. Ao anoitecer a noite ficou negra e sem lua enquanto as nuvens
carregadas tapavam completamente o céu e os ventos se transformavam em ciclónicos.
Nessa altura, já todos andavam a tentar fugir ao temporal, esforçando ao máximo
os motores e as máquinas das traineiras, procurando desesperadamente um porto
de abrigo, enquanto que o mar levava marinheiros borda fora e enchia os porões
das traineiras de água .
Noite adentro, em terra, corriam murmúrios de que algo corria mal e as
pessoas corriam desesperadas em direcção ao areal da praia
nova, em Matosinhos. Na cabeça do molhe sul do porto de Leixões, as
mulheres e os filhos dos marinheiros, apinhavam-se ao vislumbrar as luzes de
navegação das traineiras que se aproximavam desesperadamente do porto. Assim
que as primeiras traineiras aportaram, relataram as más noticias, tinham sido
avistadas, entre a Aguda e o Senhor da Pedra, quatro traineiras a navegar
em situação aflitiva muito perto da costa, e que apesar de alguns mestres terem
tentado avisa-los e orienta-los para o bom caminho, com as sirenes, sinais e
até gritos, nada conseguiram fazer pois a violência do temporal era tanta que
os impediu-os de conseguiram os seus objectivos .
Finalmente chegou a noticia da trágica realidade e ficou-se a saber que
nessa negra e sinistra madrugada de 2 de dezembro de 1947,
naufragaram entre a Aguda e Leixões as traineiras “D. Manuel”, “Rosa Faustino”,
“Maria Miguel” e “S. Salvador”, tendo perecido um total de 152 marinheiros entre
os que se encontravam nas traineiras naufragadas e os que caíram ao mar,
deixando 71 viúvas e mais de 100 órfãos .
Das quatro traineiras naufragadas, salvaram-se apenas seis marinheiros,
transformando este naufrágio na maior tragédia marítima ocorrida na costa
portuguesa .
Memória
Em 2005, foi inaugurado na praia de Matosinhos o monumento "Tragédia
do Mar", uma escultura homenagem ao naufrágio de 1947 com cerca de três
metros de altura, composto por cinco figuras de órfãos e viúvas cujas faces
transparecem a tragédia ocorrida em 1947. Foi esculpido por José João Brito que
se baseou, para o efectuar, na tela do mesmo nome criada pelo Mestre Augusto
Gomes .
Em 2007, 60 anos após a tragédia, a Câmara Municipal de Matosinhos decidiu
lembrar a fatídica história publicando o livro "Naufrágio de 1947 – Toda a
Saudade é um Cais de Pedra" que apresenta um relato pormenorizado dos
acontecimentos e inclui fotografias de todos os pescadores que morreram naquele
dia. Com o objectivo de relembrar a tragédia, foi enterrado um baú na praia de
Matosinhos com um dos livros lá dentro, a que foi atada uma fita negra com dois
quilómetros de comprimento .
Lenda de Cayo Carpo
É esta a lenda que justifica o aparecimento do topónimo “Matosinhos”, e que explica a prematura, na altura, conversão ao cristianismo das pessoas da terra e que, por sua vez, abre aporta para a lenda/milagre do Senhor de Matosinhos que “ocorrerá”, supostamente, algumas décadas mais tarde.
Matosinhos é, há muitos anos, o local designado como origem da associação das “vieiras/conchas” à devoção e aos caminhos de peregrinação para Santiago de Compostela. Assim, todas as versões das lendas a partir daí contadas indiciam Bouças como sendo o local escolhido, pelo seu vasto e largo areal, para os acontecimentos.
Nesta região, mais precisamente na praia do Espinheiro, o senhor Cayo Carpo decidiu realizar a sua festa de casamento, no ano de 44d.C.. (CLETO, 2010)
"Num dia primaveril e ameno do ano 44, neste local onde ora é Matosinhos, uma multidão exuberante de alegria festejava um desposório pagão. Cayo Carpo, o Pallaciano, nobre senhor da Maya coadjotor de Claudio Athenedoro, perfeito das rendas públicas, celebrava nesta praia as festas e torneios (bufúrdios) do seu noivado com a jovem Claudia Loba, natural de Gaya, descendente do pretor romano Cayo e Sérvio Lobo. Jorrava das vasilhas o vinho capitoso, rompia o torvelinho dos bailados, devoravam-se suculentas iguarias e, enquanto mancebos vigorosos experimentavam a energia dos seus músculos, os bardos inspirados erguiam aos céus os seus cânticos, louvando o vinho, o amor inebriante como o néctar das cepas, e a alegria Olímpica de viver. Gentil e airoso no seu corcel desenfreado, entrou Cayo Carpo "mar em fora", que essa era uma das provas de destreza então em uso. Rompeu ligeiro o cavalo, embalado pelo ondular das águas e, afastando-se até se perder na imensidão oceânica, fez-se de rumo a uma nau que vogava no mar alto. Depois de andar submerso por algum tempo, viu-se o anfitrião coberto de vieiras (um dos símbolos dos peregrinos a Santiago de Compostela).
Recolhido a bordo o cavaleiro, contaram-lhe os navegantes de como vinham milagrosamente, com sete dias apenas, de viagem da longínqua cidade de Jope transportando para a Galiza o cadáver do apóstolo Santiago, que na terra da Palestina sofrera o martírio por amor de sua religião.
Deslumbrado o régio cavaleiro com tantos prodígios que via converteu-se à fé Cristã e recebeu o baptismo. E, voltando para terra do mesmo modo que fora, tão espantoso pareceu o caso aos que o viram chegar são e salvo, que logo se converteram também, abandonando unanimemente o paganismo para ingressarem na religião de Cristo.
(...) Cayo Carpo vinha todo coberto de conchas, dando isto lugar a que aquele sítio, em memória deste notável acontecimento se chamasse Matizadinhos, aludindo ao matizado das conchas." (Felgueiras 1957 - citado por CLETO, 2007)
História
O "Senhor do Padrão"
assinala o local onde, segundo a lenda local, terá
dado à costa, no dia 3 de maio do ano 124, a imagem do Bom Jesus de Matosinhos.
Local certamente assinalado desde
épocas remontas foi, no entanto, em data posterior a 1758 que se edificou o
atual zimbório, conhecido também por "Senhor da Areia", uma vez que
até ao início do século XX este monumento se encontrar totalmente isolado
no meio de um vasto areal, possuindo, por isso, um forte impacto visual. O
surgimento de uma fonte de água doce no
local em 1733, então reputado como "miraculoso", deu origem à
construção mais pequena que pode ser observada junto ao zimbório.
Encontra-se classificado como
Monumento Nacional desde 1971.


Forte de Nossa Senhora
das Neves
História
As suas obras iniciaram-se sob a Dinastia
Filipina, em 1638 ou 1639, por determinação de
D. João Rodrigues Sá e Menezes, 1º Conde de Penaguião, no local de Santa Catarina,
visando a defesa daquele porto contra as ameaças de piratas e corsários.
Ficaram a cargo do Capitão António Francisco Chorão.
Após a Restauração da Independência portuguesa,
considerando a sua grande importância estratégica para a defesa da barra, os
oficiais da Câmara Municipal do Porto, em 1642, pediram ao Rei que
se terminassem as obras com a maior brevidade. As suas obras foram retomadas,
em 1646,
instituindo-se, por Alvará de 1648,
uma guarnição de seis soldados pagos para esta fortificação. Segundo um
documento lavrado por um tabelião do Porto, em 1655 ainda as obras
não se tinham concluído, cuidando-se da despesa da artilharia da
fortificação.
Um Relatório de 1701 dá conta de que
a fortificação ainda se encontrava incompleta, embora artilhada com quatro
peças e guarnecida por oito soldados sob o comando de um tenente. Acredita-se
que o forte tenha sido concluído em 1720.
Durante as Guerras Liberais,
em 1832,
o forte foi objecto de algumas benfeitorias, nomeadamente nos armazéns, ponte levadiça, escada do fosso e parapeitos,
mantendo, ainda, algumas canhoneiras ao nível da magistral.
No século XX,
as suas instalações foram entregues à Capitania do
Porto de Leixões que nelas se instalou, fazendo erguer em seu
terrapleno alguns edifícios para alojamento de pessoal, que descaracterizaram o
conjunto.
Encontra-se classificado como Imóvel de Interesse Público por
Decreto publicado em 5 de Dezembro de 1961, em boas condições de
conservação.
Características
Fortificação marítima, de tipo
abaluartado, apresenta planta no formato de um polígono
estrelado de quatro pontas, com guaritas e
respectivas cúpulas nos vértices. É defendido externamente por cortinas inclinadas.
Farol da Boa
Nova
História
Entre 1916 e 1926, existiu nas
imediações, o Farolim da Boa Nova, torre quadrangular branca
com cerca de 12 metros, encimada por uma lanterna verde, com luz branca fixa, a
cerca de 380 metros a NW do
actual farol, junto à Capela da Boa Nova, tendo
estado dez anos em ensaios, findos os quais foi abandonado, passando a servir
de camarata aos alunos da Escola de Faroleiros e mais tarde demolido. No
local subsiste ainda hoje o muro em alvenaria de
pedra que sustentava a base da torre41° 12.204′ N 8°
42.946′ W.
Em 1926, 15 de Dezembro,
entrou em funcionamento a título experimental o Farol de Leça, em substituição
do farolim da Boa Nova.
Em 1927, 20 de Fevereiro,
foi oficialmente inaugurado.
Em 1938 foi instalado um
rádio farol.
Em 1948 foram feitas
obras de conservação na torre do farol.
Em 1950 foi substituída
a máquina de relojoaria por motores de rotação eléctricos, tendo-se, um pouco
mais tarde, equipado o farol com um ascensor para acesso à torre.
Em 1958 obras de
reparação e conservação pelos Serviços de Construção e Conservação.
Em 1961 obras de
reconstrução dos passeios à volta do edifício e do caminho de acesso ao farol,
pelos Serviços de Construção e de Conservação.
Em 1962 obras de
reparações, pelos Serviços de Conservação. Encerramento da Escola de
Faroleiros que ministrava o curso elementar e complementar de faroleiros, e que
funcionou nas suas instalações desde 1926.
Em 1964 o farol foi
ligado à rede eléctrica de distribuição pública e foi-lhe instalada uma lâmpada
de 3.000W, que lhe proporcionava um alcance luminoso de
60 milhas náuticas.
Em 1979 foram iniciadas
as automatizações dos farolins do porto de Leixões (Quebra-mar, Molhe Norte e
Molhe Sul) e o farolim de Felgueiras à entrada da barra do Douro. Estes
farolins, passaram a ser controlados à distância a partir do farol de Leça, por
meio de equipamento concebido para o efeito. Foi a primeira rede de farolins
telecomandados da costa portuguesa. A potência da fonte luminosa foi reduzida
com a instalação de uma lâmpada de 1.000W.
Em 2001 por já não terem
grande interesse para a navegação foram extintos todos os radiofaróis.
Em 2005 encontrava-se em
curso, uma grande obra de remodelação e beneficiação do farol de Leça.
Características
O farol situa-se a uma altitude de
57 metros acima
do nível do mar, e tem uma altura de 46 metros.
A sua luz, de cor branca, alcança
aproximadamente 28 milhas náuticas (52 quilómetros)
e o seu sistema iluminante é constituído por uma óptica de cristal direccional
rotativa com seis lentes. O seu sinal luminoso distingue-o de todos os outros
por produzir três lampejos luminosos de 14 em 14 segundos.
Junto do farol já funcionou um
sinal sonoro de nevoeiro, consistindo num duplo grupo de máquinas compressoras
que faziam soar duas trompas, tudo accionado por um motor de combustão de 30 cavalos.
As suas características eram: Som 5s; silencio 25s; período 30s.[2]
Possui 225 degraus: 213 em cimento
armado, pertencentes à torre; 12 em ferro fundido que fazem já parte do
aparelho iluminante (dados de 1927).
Informações
·
Uso actual: Ajuda activa à navegação
·
Acesso: R. Coronel Hélder Ribeiro (Boa Nova)
·
Aberto ao público: Sim, todas as quartas-feiras das 14H00 às 17H00. Existe
em anexo um espaço museológico, onde se encontra patente uma exposição de peças
e mecanismos ligados à temática dos faróis.
O Obelisco da Praia da Memória ou Obelisco da Memória é um obelisco em Matosinhos, Portugal, cuja construção foi efectuada em
lembrança o desembarque de 8 de julho de 1832,
ocorrido na praia junto a Arnosa do Pampelido, entre as freguesias de Perafita
e de Lavra do concelho de Matosinhos.[1]
O desembarque foi o da esquadra comandada por D. Pedro IV composta por um exército de 7500
homens, com o intuito de instaurar no país um regime moderno e liberal. A
escolha do local apanhou de surpresa o exército absolutista uma vez que este
esperava um ataque a Lisboa, pelo que a defesa do Norte tinha sido
desguarnecida. Após o desembarque o chamado “Exército Libertador” seguiu para o
Porto onde entrou se problemas no dia 9 de Julho, e onde resistiu heroicamente
durante um ano durante o “Cerco do Porto”.
A assinalar o local do desembarque foi erguido, por
subscrição pública, um obelisco destinado a lembrar este acontecimento. O
lançamento da primeira pedra foi em 1 de Dezembro de 1840, no dia em que se comemoravam
200 anos da restauração da independência portuguesa. Só 24 anos depois ficou
concluído o monumento, sendo classificado como monumento nacional em 1880.
O obelisco é construído em granito e
inclui referências à data do desembarque em duas coroas metálicas colocadas no
topo. Os quatro painéis calcários na base referem a iniciativa da construção do
monumento, os nomes de alguns dos comandantes do “Exército Libertador” e a
proclamação que D. Pedro IV fez aos soldados antes do desembarque.
Tanques
romanos de Angeiras e Villa do Fontão
Enterrada sob as areias da praia de Angeiras, localiza-se uma das mais
importantes estações arqueológicas, de época romana, do norte de Portugal.
Trata-se de um magnífico exemplo da arquitectura industrial romana e que,
juntamente com alguns exemplares similares identificados na Póvoa de Varzim,
constituem um conjunto de cetárias, datado da época do Baixo Império Romano
(século IV – V), único na região norte. É composto por seis conjuntos de
tanques, com um total de 32 exemplares, de formato rectangular e trapezoidal
escavados no afloramento rochoso e dispersos ao longo de cerca de 600 metros
pelo areal da praia de Angeiras. Estes tanques destinavam-se à salga de peixe
ou à produção de outros tipos de conserva de peixe muito apreciado na época
romana como o garum (pasta resultante da maceração de diversas espécies de
peixe e moluscos com vinho, azeite e outros produtos). Foram ainda
identificados tanques artificiais com pavimento composto por seixos e barro e
delimitados por muretes construídos por lajes graníticas, seixos e barro. Estas
estruturas destinavam-se à extracção do sal a partir da água do mar. é provável
ainda que houvesse outras cetárias construídas em barro, de que têm aparecido
alguns fragmentos, à semelhança do que se observa, por exemplo, em Tróia. Estas
estruturas parecem datar duma época tardia da romanização (séc. III – IV d.C.).
Entre as traseiras da igreja paroquial de Lavra e a praia localizam-se
ainda os restos duma importante estação arqueológica e que foi o núcleo central
do povoamento desta freguesia durante a época romana. Trata-se de uma antiga
villa romana. Apesar de esta estação não ter tido ainda escavações sistemáticas
têm aparecido pontualmente diversos elementos que nos indicam ter existido aqui
uma estação arqueológica relativamente importante, nomeadamente os restos de um
mosaico e diversas cerâmicas (que foram depositadas na década de 40) no Museu
de Etnologia do Porto. Outros elementos têm ocasionalmente sido recolhidos e
encontram-se depositados no Museu Paroquial Padre Ramos. Este local teve uma
grande importância durante o período suévico-visigótico (séc. V – VII d. C.)
patente nomeadamente no facto de ser uma das paróquias citadas no Parochiale
suevico e de num documento do final do séc. IX se referir à existência de um
mosteiro em Lavra “de fundação antiga”.
O povoamento deste lugar da freguesia é contudo muito mais antigo, remontando às primeiras comunidades pré-históricas de agricultores e pastores do III milénio a.C. patente nos vestígios de monumentos megalíticos identificados no lugar de Antela. Também neste lugar, em sondagens realizadas em 2004 pelo Gabinete Municipal de Arqueologia e História da Câmara de Matosinhos, foram identificados vestígios dum povoado pré-histórico, que foram datados aproximadamente entre 2500 a 1500 a.C.
Os tanques de salga da Praia de Angeiras estão classificados como Monumento Nacional pelo Decº 251/70 de 3 de Junho.


Restaurante Maioral
Igreja de São Francisco de Azurara
Porto / Vila do Conde / Azurara
Endereço / Local
Rua Dr. Américo Silva
Azurara
Azurara
As
origens do convento de São Francisco de Azurara permanecem, ainda hoje, por
esclarecer, não sendo possível confirmar a tradição sobre a eventual
permanência nesta localidade dos templários, no local onde depois se ergueu o
convento dos Capuchos (NEVES, 1965, p. 50). Certo é que esta instituição
conventual existia já em 1518, mantendo-se como Casa de Noviços até 1588. Nesse
ano, a ruína em que se encontrava levou à transferência dos noviços para São
Frutuoso, em Braga, onde permaneceram até 1677. De facto, não sabemos como eram
as primitivas instalações, que foram objecto de uma reedificação, iniciada em
1591 (NEVES, 1965, p. 52).
As obras no convento prolongaram-se durante várias décadas e, em 1674, há notícia da demolição da igreja. As suas obras ficaram concluídas, apenas, entre 1750 e 1755, anos em que foram terminados o coro e a fachada, e colocadas as imagens nos respectivos nichos (NEVES, 1965, p. 53). O templo é antecedido por uma galilé, formada por três arcos de volta perfeita (de maiores dimensões o central) a que se sobrepõem dois nichos e, ao centro, uma janela para iluminação do coro alto. Entre o arco e esta última, encontra-se, em local de grande evidência, o brasão da Ordem. Remata o frontispício um frontão contracurvado, cujo nicho aberto ao centro do tímpano exibe a imagem de Nossa Senhora dos Anjos, a quem o templo foi dedicado. O corpo lateral corresponde ao acesso da sacristia, apresentando uma torre sineira de duplo sino, como remate. Será este o sino aí colocado em 1731, ano em que se procedeu à execução do próprio campanário, uma vez que o novo não cabia no espaço do antigo (NEVES, 1965, p. 52, cita documento do Cartório do Convento, do Arquivo Distrital do Porto).
No interior, o templo desenvolve-se em nave única com capela-mor rectangular. Apresenta dois púlpitos de talha dourada e, no coro alto, o cadeiral com três dezenas de lugares foi acrescentado em 1755. O altar-mor, também de talha dourada, exibe a imagem da invocação do templo, na tribuna (executada pelo entalhador João Correia da Silva), ladeada pelas de São João e de Santa Ana.
No corpo da igreja situam-se os altares de São Francisco e Santo António, com as respectivas imagens dos santos franciscanos. Contudo, a capela de maior importância é a de São Donato, mártir de grande devoção por parte dos mareantes, e cujo corpo, "inteiro e incorrupto", foi trazido de Roma por Frei Francisco de Azurara, e depoistado nesta igreja a 28 de Abril de 1757. A capela, erguida a expensas do referido frade, ficou concluída em 1760, conforme se pode ler em duas inscrições existentes neste espaço (NEVES, 1965, p. 61).
Com a extinção das ordens religiosas, o convento de Azurara foi vendido a José Monteiro da Silva, natural de Vila do Conde que, mais tarde duou o imóvel a Ezequiel Carneiro Pizarro Monteiro, família na qual o convento se manteve até 1930, ano em foi novamente vendido. Actualmente e, desde 1990, é propriedade da Ordem Terceira de São Francisco de Azurara.
(Rosário Carvalho)
As obras no convento prolongaram-se durante várias décadas e, em 1674, há notícia da demolição da igreja. As suas obras ficaram concluídas, apenas, entre 1750 e 1755, anos em que foram terminados o coro e a fachada, e colocadas as imagens nos respectivos nichos (NEVES, 1965, p. 53). O templo é antecedido por uma galilé, formada por três arcos de volta perfeita (de maiores dimensões o central) a que se sobrepõem dois nichos e, ao centro, uma janela para iluminação do coro alto. Entre o arco e esta última, encontra-se, em local de grande evidência, o brasão da Ordem. Remata o frontispício um frontão contracurvado, cujo nicho aberto ao centro do tímpano exibe a imagem de Nossa Senhora dos Anjos, a quem o templo foi dedicado. O corpo lateral corresponde ao acesso da sacristia, apresentando uma torre sineira de duplo sino, como remate. Será este o sino aí colocado em 1731, ano em que se procedeu à execução do próprio campanário, uma vez que o novo não cabia no espaço do antigo (NEVES, 1965, p. 52, cita documento do Cartório do Convento, do Arquivo Distrital do Porto).
No interior, o templo desenvolve-se em nave única com capela-mor rectangular. Apresenta dois púlpitos de talha dourada e, no coro alto, o cadeiral com três dezenas de lugares foi acrescentado em 1755. O altar-mor, também de talha dourada, exibe a imagem da invocação do templo, na tribuna (executada pelo entalhador João Correia da Silva), ladeada pelas de São João e de Santa Ana.
No corpo da igreja situam-se os altares de São Francisco e Santo António, com as respectivas imagens dos santos franciscanos. Contudo, a capela de maior importância é a de São Donato, mártir de grande devoção por parte dos mareantes, e cujo corpo, "inteiro e incorrupto", foi trazido de Roma por Frei Francisco de Azurara, e depoistado nesta igreja a 28 de Abril de 1757. A capela, erguida a expensas do referido frade, ficou concluída em 1760, conforme se pode ler em duas inscrições existentes neste espaço (NEVES, 1965, p. 61).
Com a extinção das ordens religiosas, o convento de Azurara foi vendido a José Monteiro da Silva, natural de Vila do Conde que, mais tarde duou o imóvel a Ezequiel Carneiro Pizarro Monteiro, família na qual o convento se manteve até 1930, ano em foi novamente vendido. Actualmente e, desde 1990, é propriedade da Ordem Terceira de São Francisco de Azurara.
(Rosário Carvalho)
Igreja Matriz de
Vila do Conde
Igreja de São João Batista
|
|
Nomes alternativos
|
Igreja matriz de Vila
do Conde
|
Tardo-gótico, Manuelino
Renascentista (torre) |
|
Arquiteto
|
João
de Rianho (1496-1500)
Sancho Garcia (1500-1509) Rui Garcia de Penagós(1509-1511) João de Castilho (1511-) |
Início da construção
|
1496-1497
|
Fim da construção
|
1514-1515 (igreja)
|
Inauguração
|
1518
|
Proprietário atual
|
Estado Português
|
Função atual
|
Igreja matriz
|
Património Nacional
|
|
Classificação
|
|
Data
|
1910
|
DGPC
|
|
SIPA
|
|
Geografia
|
|
País
|
|
Cidade
|
|
Igreja Matriz de Vila do
Conde
A Igreja de São João Batista ou Igreja Matriz de Vila do Conde localiza-se
na cidade e concelho de Vila do Conde, distrito do Porto, em Portugal. É um dos mais importantes monumentos
da cidade e um dos mais significativos em estilo manuelino no país, apresentando
elementos da arquitectura gótica e renascentista.
A construção da actual matriz veio a substituir uma anterior, da qual não
restam vestígios. Começou a ser edificada em 1496 pelo
arquitecto biscainho João Rainho,
seguido por Sancho Garcia e Rui
Garcia Penagós. A partir de 1502,
após Manuel I de Portugalhospedar-se
em Vila do Conde quando de sua peregrinação a Santiago de
Compostela, a Coroa passou a financiar a obra. A primeira parte a
ser terminada foi a cabeceira e a ábside, em 1506.
A parte mais significativa das obras decorreu no período entre 1511 e 1514,
sob direcção do arquitecto biscainho João de Castilho.
A ele se devem o pórtico, as colunas e os arcos que dividem as naves laterais
da central, o coro e a capela-mor, com sua
intrincada abóbada gótica-manuelina. São obra posterior as capelas do transepto e a torre sineira, esta última erguida em 1573por
João Lopes o Moço em estilo tardo-renascentista ou maneirista.
Junto à igreja funciona o Museu da Confraria do Santíssimo, que possui,
entre outras peças valiosas, a rica custódia que pertenceu ao Convento
de Santa Clara da cidade.
Características
Externamente, as paredes que formam a nave central e a capela-mor, em toda
a sua extensão, estão coroadas por duas ordens de merlões. O portal axial é em estilo manuelino, com uma estrutura trilobada
com relevos renascentistas e ladeada por pináculos góticos, decorada ainda por
um nicho central com a imagem de São João Batista
e o conjunto de brasões da Póvoa de Varzim, Vila do Conde e Rates num
lado e do patrocinador da obra, o rei D. Manuel, no outro. O portal tem muitas
semelhanças com o da igreja matriz de Azuaga, na Estremadura espanhola.
A grande torre sineira quadrangular impõe-se à frontaria pelo volume e quase
ausência de ornamentação, com excepção do balcão de balaústres.
Internamente, a igreja apresenta planta em cruz latina com três naves de
diferente altura com cobertura de madeira e cabeceiracom três capelas, com uma capela de
cada lado do transepto. Os tramos da
nave são separados por colunas e arcos de
volta perfeita. A capela-mor é coberta por um abóbada com nervuras de feição
gótico-manuelina e possui um retábulo barroco de talha dourada, esculpido em 1740 pelo
entalhador portuense Manuel Pereira da Costa Noronha. O púlpito e os altares laterais foram
esculpidos na primeira metade do século XVIII pelo entalhador João Gomes de
Carvalho.
As capelas do transepto também tem cobertura de abóbadas nervuradas
góticas. A capela da direita do transepto é dedicada a Nossa Senhora da Boa
Viagem e foi construída em 1542 pela comunidade de mareantes de Vila do Conde,
estando forrada por azulejos do século
XVII. A capela da esquerda é dedicada a N. S. da Assunção é possui uma imagem
gótica de S. João Batista. A pia baptismal é manuelina.
As janelas da igreja possuem
vitrais modernos datados de 1909 executados em Paris.
O do janelão mostra uma cena da vida de Cristo e os da nave representam a vida
de S. João Batista.
Igreja Matriz de Vila do
Conde
Características
História
A povoação de Vila do Conde é muito antiga, anterior à fundação de Portugal, e o seu topónimo não sofreu alterações, era já Vila do Conde. A primeira referência a Vila do Conde é do ano de 953 no livro da condessa Mumadona Dias onde é referida como Villa de Comite.
D. Sancho I apaixonou-se por D. Maria Pais levando a que a vila passe a estar na posse desta. A sua tetraneta, D. Teresa Martins e o seu esposo Afonso Sanches, filho ilegítimo de D. Dinis, fundam o Real Mosteiro de Santa Clara, em 1318.
D. Manuel I concedeu-lhe foral em 1516 e a população da vila participa activamente nos descobrimentos portugueses, entre eles Paulo e Francisco Faria na viagem de Vasco da Gama à Índia. A Praça Nova, hoje Praça Vasco da Gama, foi aberta em 1538, no reinado de D. João III, onde foram edificados novo edifício para os Paços do Concelho. No século XIX, as Invasões Francesas causaram grandes danos à população. Em 1987 é elevada à categoria de cidade.
Convento de Santa Clara
(Vila do Conde)
O Convento de Santa Clara localiza-se
na cidade de Vila do Conde, distrito do Porto, em Portugal. Foi um convento feminino instituído
em 1318 e extinto no século XIX. Do antigo conjunto, restam-nos a
magnífica igreja em estilo gótico e parte do edifício
conventual, reedificada parcialmente no século XVIII.[1][2][3]
O convento foi fundado por iniciativa de D. Afonso Sanches, filho bastardo de Dinis I de Portugal,
e de sua esposa, D. Teresa Martins.
Do património edificado ao longo dos séculos, restam-nos hoje a igreja
(ver: Igreja do
Convento de Santa Clara), em estilo gótico, a área residencial (outrora
designada como os "dormitórios novos"), edificada no século XVIII, os arcos do antigo claustro com o seu chafariz e o extenso aqueduto - o aqueduto
de Santa Clara, em parte destruído.
Na igreja encontram-se alguns importantes túmulos: o de Beatriz de Portugal,
filha do beato Nuno Álvares Pereira,
o dos Condes de Cantanhede e
os dos fundadores.
Um dos momentos mais notáveis da história do convento ocorreu sob a
abadessa D. Isabel de Castro (1518-1543).
A reedificação de1777 em gosto neopalladino é do mestre
pedreiro Henrique
Ventura Lobo, que trabalhou na Cadeia do Tribunal da
Relação do Porto.
A lenda da Abadessa
Berengária e a lenda da Menina do Merendeiro - originárias do
convento - testemunham, da parte das monjas da casa, anseios duma vivência
cristã muito depurada.
Após o decreto de extinção
das ordens religiosas (1834),
a vida no convento foi-se apagando lentamente, até chegar ao seu termo em1892,
com a morte da última freira.
Em 1902 as dependências do antigo convento
receberam a Casa de Detenção e Correcção do Porto, depois Reformatório de Vila
do Conde e Escola Profissional de Santa Clara, sendo hoje conhecido como Centro
Educativo de Santa Clara, estabelecimento de tutela de menores que funcionou
até 2007.
Atualmente encontra-se abandonado.[4]
Em setembro de 2008 foi assinado um
contrato entre o Turismo de Portugal e o Grupo Pestana com vista à sua
transformação em Pousada de Portugal,
projecto qual não foi realizado.
Em 2015 após acordo com a camara de Vila do Conde, o Mosteiro de Santa
Clara vai sofrer intrevenções de reabilitação com o objectivo de albergar os
serviços municipalizados de Vila do Conde.
A
Lenda da Berengária
Conta-se que, a
certa altura da história do Convento de Santa Clara de Vila do Conde, havia
bastante relaxamento na vida religiosa das monjas. Orgulhosas, recusavam os
trabalhos, davam-se a falatórios inconvenientes e eram pouco zelosas em acorrer
à reza nas horas canónicas.
Havia, entretanto, uma exceção: a irmã Berengária. Humilde, cumpridora,
imitava os melhores exemplos das passadas Clarissas, não se furtando às tarefas
mais humildes, que executava com alegria e sentido fraterno.
Aconteceu que nesse período, a abadessa faleceu e foi preciso eleger a
sucessora. Havia muitas interessadas no cargo, que dava autoridade e
visibilidade social. Quem não pensava nisso era sem dúvida a solícita
Berengária.
Na hora da eleição, cada uma das eleitoras, para que as amigas não
acedessem ao abadessado, votou do modo que menos pudesse prestar – na
Berengária – pensando assim protelar a decisão, ao entregar o voto a uma
incapaz.
Mas, quando a irmã Berengária verificou que tinha sido eleita segundo todas
as regras, decidiu aceitar o cargo. Não o tinha pedido, mas não o recusava.
As demais monjas mofavam e recusavam-se a obedecer-lhe, afirmando que a
votação não fora a sério.
Perante da rebeldia manifesta, a nova abadessa foi firme e ousada: ordenou
que as suas antecessoras, que ali jaziam sepultadas, viessem prestar-lhe a
homenagem de obediência que as freiras vivas recusavam. Eis então que as
antigas abadessas se ergueram das sepulturas e ali se mostraram em atitude
respeitosa.
O resultado não podia ser outro: as monjas arrependeram-se da sua soberba e
acataram a autoridade da nova abadessa.
A Abadessa Berengária é efectivamente uma figura histórica, tendo estado à
frente do convento de 1384 a 1406.
Embora o milagre que lhe é atribuído, seja uma lenda, a narrativa é de cunho
edificante, ao valorizar virtudes indispensáveis à vida em comunidade, como a
dedicação ao trabalho, a oração e, sobretudo, a obediência.
Em 1625, frei Luís dos
Anjos já recolheu esta lenda no seu Jardim
de Portugal, remetendo-a a uma versão anterior, em latim.
No Convento de Santa Clara ela é evocada numa tábua, por escrito, e numa tela,
ambas da segunda parte de Seiscentos.
O escritor Joaquim
Pacheco Neves, em 1980, dramatizou-a,
intitulando a peça de A Lenda da Berengária.
Casa Museu José Régio
(Vila do Conde)
Casa Museu José Régio
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Tipo
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Casa-museu
original
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Inauguração
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17 de setembro de 1975(40 anos)
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Website
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Geografia
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País
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Cidade
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Localidade
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Av.
José Régio, Vila do Conde
|
A Casa Museu José Régio é
uma casa-museu localizada em Vila do Conde, distrito do Porto, Portugal.
História
Trata-se da casa que o poeta José Régio herdou de sua tia - a madrinha
Libânia -, e que preparou para viver quando se aposentou. Aqui expôs algumas
das muitas peças que recolheu ao longo da sua vida, essencialmente obras de
arte, de cariz popular, em sua grande maioria Arte Sacra: cristos, ex-votos, estatuária
religiosa.
Após a morte do poeta, o imóvel foi adquirido pela Câmara Municipal,
requalificado como espaço museológico, e aberta ao público em 17 de setembro de 1975.
Nos diversos aposentos da casa destacam-se a Sala de Pintura Moderna, o
Escritório, o Quarto, a Sala de Jantar, a Casa das Alminhas; no exterior, o
jardim.
Podem ainda admirar-se exemplares de todas as colecções que o poeta
recolheu ao longo do tempo quando era professor no Alentejo, onde grande parte
do espólio se encontre na sua casa de Portalegre.
Na casa de José Régio pode se observar as mais diversas colecções: Desde
pintura, dos mais diversos tipos; temas de Purgatório ou Juízo Final, até à
pintura contemporânea de Júlio, Alvarez, como também desenhos do próprio Régio.
Escultura de cariz bastante popular, onde a estatuária religiosa predomina.
Possui uma extensa biblioteca, onde constam primeiras edições.
Aqueduto de Santa Clara
(Vila do Conde)
O Aqueduto de Santa Clara estende-se
entre Terroso, na Póvoa de Varzim,
e o Convento
de Santa Clara em Vila do Conde, no distrito do Porto, em Portugal.
História
Foi erguido no século XVIII.
Encontra-se classificado como Monumento Nacional desde 1910. A
versão espanhola da revista National Geographic considerou o aqueduto de Santa
Clara o 4.º mais belo aqueduto do mundo, apenas atrás de Pont du Gard em França
e dos aquedutos de Segóvia e
dos Milagres em Espanha.[3]
Características]
Trata-se de um aqueduto em estilo românico, em aparelho de pedra. Primitivamente
possuía 999 arcos, alguns dos quais, nos dias de hoje, se encontram destruídos.
Igreja de Nossa Senhora da Lapa
A Igreja de Nossa Senhora da Lapa localiza-se na rua da Lapa, junto à Cooperativa Agrícola, na cidade e concelho de Vila do Conde,distrito do Porto, em Portugal.
História
Data do século XVIII, e constitui-se num dos principais monumentos da cidade pela sua vistosa fachada ladeada por duas óptimas torres; já o interior é bastante simples.
Erguida sobre as ruínas da ermida de São Bartolomeu, a igreja da Lapa impõe-se na paisagem urbana de Vila do Conde ao elevar-se, isolada, sobre um adro murado antecedido por escadaria, no gaveto formado pela Rua e Travessa da Lapa.
Há notícia da existência, neste mesmo local, de um pequeno templo de origem quinhentista, dedicado a São Bartolomeu, e que deverá ter sido reedificado no início do século XVII. Em 1634 tinham aqui a sua sede duas confrarias, dedicadas a São Bartolomeu e a São Lourenço (FREITAS, 1955; 1964; 2001, p. 144). A eventual ruína da ermida terá ditado a sua reconstrução, que se encontrava a decorrer em 1758, conforme referência das Memórias Paroquiais escritas pelo prior Falcão (FREITAS, 1988). O novo templo, de dimensões muito superiores, conservou e integrou as invocações aí cultuadas anteriormente, encontrando-se em destaque na actual fachada as imagens dos santos patronos das confrarias seiscentistas. Não se conhece o autor do risco da igreja da Lapa, que tem vindo a ser atribuída a Nicolau Nasoni devido a uma carta do deão da Sé do Porto, D. Jerónimo de Távora de Noronha, ao morgado de Senra, António Carlos Carneiro de Figueiredo, onde é referido que o italiano se encontrava a trabalhar num projecto para Vila do Conde (SMITH, 1966, p. 102; FREITAS, 1955; 1964; 2001). Apesar de não se saber qual o projecto mencionado, a proximidade entre as datas da carta, 20 de Julho de 1753, e a notícia da reconstrução da igreja da Lapa fornecida pelo prior Falcão, tem reforçado esta atribuição. Na verdade, as linhas finas e nervosas do frontispício da Lapa, denotam uma influência rococó que se manifestava, por estes anos, nas obras de Nasoni, entre as quais destacamos a fachada da igreja da Misericórdia do Porto, de meados do século XVIII (SMITH, 1967; ALVES, 1989, p. 309).
De planta longitudinal, com nave e capela-mor rectangulares e sacristia adossada a Norte, a igreja da Lapa exibe uma imponente fachada, seccionada por pilastras que a dividem em três panos, correspondendo os laterais às torres. O central é aberto por portal de verga curva, sobrepujado por frontão triangular de lanços, com remate formado por motivos concheados que se liga à janela superior que, por sua vez, faz elevar a linha da cornija que está na base do frontão triangular que termina o alçado. Este, exibe lateralmente as imagens de São Bartolomeu e São Lourenço e, no vértice, um plinto sobre o qual se ergue a coroa real e a cruz. Nos panos das torres, uma janela com moldura relaciona-se com o relógio que as remata, levantando-se as sineiras já sobre a cornija.
Não é possível determinar em que época o templo ficou concluído, mas a campanha decorativa do interior, de características já neoclássicas, prolongou-se, com certeza, até ao início do século XIX. Destacam-se os retábulos colaterais, a sanefa que coroa o arco triunfal, e o retábulo-mor, em talha dourada e branca.
(Rosário Carvalho)
Há notícia da existência, neste mesmo local, de um pequeno templo de origem quinhentista, dedicado a São Bartolomeu, e que deverá ter sido reedificado no início do século XVII. Em 1634 tinham aqui a sua sede duas confrarias, dedicadas a São Bartolomeu e a São Lourenço (FREITAS, 1955; 1964; 2001, p. 144). A eventual ruína da ermida terá ditado a sua reconstrução, que se encontrava a decorrer em 1758, conforme referência das Memórias Paroquiais escritas pelo prior Falcão (FREITAS, 1988). O novo templo, de dimensões muito superiores, conservou e integrou as invocações aí cultuadas anteriormente, encontrando-se em destaque na actual fachada as imagens dos santos patronos das confrarias seiscentistas. Não se conhece o autor do risco da igreja da Lapa, que tem vindo a ser atribuída a Nicolau Nasoni devido a uma carta do deão da Sé do Porto, D. Jerónimo de Távora de Noronha, ao morgado de Senra, António Carlos Carneiro de Figueiredo, onde é referido que o italiano se encontrava a trabalhar num projecto para Vila do Conde (SMITH, 1966, p. 102; FREITAS, 1955; 1964; 2001). Apesar de não se saber qual o projecto mencionado, a proximidade entre as datas da carta, 20 de Julho de 1753, e a notícia da reconstrução da igreja da Lapa fornecida pelo prior Falcão, tem reforçado esta atribuição. Na verdade, as linhas finas e nervosas do frontispício da Lapa, denotam uma influência rococó que se manifestava, por estes anos, nas obras de Nasoni, entre as quais destacamos a fachada da igreja da Misericórdia do Porto, de meados do século XVIII (SMITH, 1967; ALVES, 1989, p. 309).
De planta longitudinal, com nave e capela-mor rectangulares e sacristia adossada a Norte, a igreja da Lapa exibe uma imponente fachada, seccionada por pilastras que a dividem em três panos, correspondendo os laterais às torres. O central é aberto por portal de verga curva, sobrepujado por frontão triangular de lanços, com remate formado por motivos concheados que se liga à janela superior que, por sua vez, faz elevar a linha da cornija que está na base do frontão triangular que termina o alçado. Este, exibe lateralmente as imagens de São Bartolomeu e São Lourenço e, no vértice, um plinto sobre o qual se ergue a coroa real e a cruz. Nos panos das torres, uma janela com moldura relaciona-se com o relógio que as remata, levantando-se as sineiras já sobre a cornija.
Não é possível determinar em que época o templo ficou concluído, mas a campanha decorativa do interior, de características já neoclássicas, prolongou-se, com certeza, até ao início do século XIX. Destacam-se os retábulos colaterais, a sanefa que coroa o arco triunfal, e o retábulo-mor, em talha dourada e branca.
(Rosário Carvalho)
... e pronto, por ora é tudo ...
2º dia - De Vila do Conde a Esposende - 27 de Agosto de 2016
Paredes : 05h00
Tosta de fiambre, acompanhada por uma apetitosa sôpa confecionada pela " minha senhora ", a Maria Alzira.
Supimpa.
05h30 - Parque José Guilherme - Paredes
Estação de metro de Campanhâ, aguardamdo pela vinda deste - Linha Vermelha ( destino - Vila do Conde )
...ora vamos a isso ...
2º mata bicho :)
...mas que " nu boeiro " !!!
... tou à tua espera . vais a jogo ou não ?
-Caxinas
O nome oficial : Igreja Paroquial do Nosso Senhor dos Navegantes, sendo a demonstração da grande fé e religiosidade dos caxineiros.

Póvoa de Varzim é uma cidade portuguesa na Região Norte e
sub-região do Grande Porto situada
numa planície costeira arenosa, a meio caminho entre os rios Minho e Douro e com 40 053 habitantes no seu
perímetro urbano. É sede de um município com 82,21 Km² de área e com 63 408 habitantes (2011).
Embora a cidade expandiu-se, a sul, para Vila do Conde, havendo uns 100 000 habitantes
na aglomeração urbana. É a sétima maior aglomeração urbana em Portugal e a
terceira do Norte. É um dos polos urbanos do Norte de Portugal e centralidade
dos concelhos vizinhos de Vila do Conde e Esposende.
As primeiras
populações fixaram-se no seu território entre quatro a seis mil anos atrás. Por
volta de 900 a.C., a instabilidade na região levou à fundação de uma cidade
muralhada, a Cividade de Terroso,
que desenvolveu rotas de comércio marítimo com as civilizações da antiguidade clássica.
A Póvoa de Varzim moderna emergiu depois da conquista da cividade pela
República Romana por volta de 138 a.C., a pesca e unidades de processamento de
peixe desenvolveram-se pouco depois, constituindo as bases da economia local.
Pelo século XI, a indústria pesqueira e campos férteis formaram a base de um
senhorio feudal e Varzim foi ferozmente disputada entre os senhores locais e
dos regionais,os primeiros réis de Portugal, o que levou à criação do município
em 1308 e ser submetida ao poder monástico medieval poucos anos depois. A
importância da Póvoa de Varzim reemergiu com a Época dos
Descobrimentos devido à competência e riqueza dos seus
construtores navais e navegantes, que negociavam à volta do mundo em rotas
comerciais complexas. Pelo século XVII, a indústria de transformação de pescado
tomou novo alento e, algum tempo mais tarde, a Póvoa tornou-se no porto
pesqueiro dominante no Norte de Portugal.
A cidade da Póvoa
de Varzim é uma reconhecida praia balnear desde há três séculos, a mais popular
no Norte de Portugal, o que instituiu uma cultura literária influente e
patrocínio na música e no teatro. É uma das poucas zonas de jogo legal em
Portugal e possui industrias têxtil e alimentar significativas. A cidade
mantém uma identidade
cultural própria, uma cozinha piscatória rica e tradições antigas,
tais como siglas poveiras,
a técnica agrícola das masseiras e festas.
História
A cividade foi fundada por volta de
900 a.C. e os primeiros edifícios em granito apareceram por volta do século V
a.C.
Achados de
ferramentas de pedra acheulenses sugerem
que a Póvoa de Varzim é habitada desde o Paleolítico Inferior,
por volta de 200 000 a.C. Os primeiros grupos depastores instalaram-se em todo o litoral
da Póvoa de Varzim por volta do IV milénio e os inícios do II milénio a.C.[ Uma necrópole do Neolítico-Calcolítico, com sete mamoas conhecidas, pode
ainda ser vista à volta do monte de São Félix e do Monte da Cividade.
As pilhagens
generalizadas por tribos rivais, levaram
a que as populações residentes na planície litoral da Póvoa de Varzim erguessem
um povoado fortificado no cume do monte mais próximo do mar. Assim nasceu
a Cividade de Terroso que
se foi desenvolvendo para se tornar num dos principais povoados da cultura castreja. No seu apogeu, a
Cividade teria perto de 12 000 metros quadrados e nela habitavam várias
centenas de pessoas. Esta manteve relações comerciais com as civilizações do Mediterrâneo,
principalmente durante o domínio cartaginês do sudeste da Península Ibérica.
Durante as guerras púnicas,
os Romanos tomaram conhecimento da riqueza
da região castreja em depósitos de ouro e estanho. Viriato, que liderava as hostes lusitanas, impediu o crescimento da República Romana para
o Norte do rio Douro. No entanto,
o seu assassinato em 138 a.C. abriu caminho para as legiões romanas. Durante os
dois anos seguintes, Decimus Junus Brutus avançou
pela região castreja, esmagou os exércitos castrejos e tomou a Cividade de
Terroso deixando-a em ruínas.
A região foi
pacificada durante o domínio de César Augusto. O povo castrejo regressou à
vida na planície costeira, onde foi criada Villa Euracini e
fábricas de peixe romanas. Com a anexação pela República Romana, o comércio
apoiava o desenvolvimento económico regional, com os mercadores romanos
organizados em verdadeiras empresas comerciais que procuravam o monopólio nas
relações comerciais.
Feudalismo e municipalismo A disputa entre os senhores do feudo e os réis portugueses levaram à
criação do município em 1308.
Com a queda do
Império Romano, povoações de origem sueva fixaram-se na zona envolvente. A
primeira referência escrita conhecida aparece em 26 de Março de 953 durante o
domínio de Mumadona Dias, Condessa de Portugal. A
região foi atacada pelosVikings (normandos) na
década de 960, pelos Mouros em 997 e novamente por piratas normandos em
1015-1016.[10][12] Várias pistas indicam a
colonização Viking em Villa Euracini após essas invasões. Durante a Idade Média, o nome Euracini modificou-se
paraUracini, Vracini, Veracini, Verazini, Verazim, Varazim e,
eventualmente, Varzim.
No século XI,
Guterre Pelayo, um dos principais capitães da reconquista para o Condado Portucalense,
tornou-se o Senhor de Varzim. D.
Henrique, conde de Portugal, atribuiu-lhe o Porto de Varzim e
outras possessões limítrofes. Os senhores de Varzim obtiveram poder
significativo. Quando Portugal era já um reino estável, Sancho I de Portugal acreditava
que conspiravam contra o rei e decide atacar o feudo. Conquistou o porto,
destruiu a maioria das propriedades e expulsou os agricultores. A parte norte
tornou-se conhecida comoVarzim dos Cavaleiros e pertencia aos Cavaleiros
Hospitalários, que herdaram a riqueza dos senhores locais. A parte
sul de Varzim, terra do rei, era a
localização do porto e campos agrícolas limítrofes.
De acordo com uma
crónica de 1258, enquanto o rei D. Sancho II disputava
o trono com o seu irmão D. Afonso,
que foi convidado pelos cavaleiros para tomar o trono português, Gavião de
Varzim usou a oportunidade para destruir as possessões do rei em Varzim. O
cronista refere que o cavaleiro entrou violentamente nas terras do rei,
destruiu-as de tal forma, que não se conseguia semear pão, nem carros poderiam
atravessar aquele local quando antes o faziam. Sancho II perdeu o trono, Afonso
tornou-se rei e ordenou o repovoamento das terras reais em Varzim. O rei apenas
conseguiu povoadores para 15 das 20 propriedades agrícolas, pois estes temiam a
fúria dos cavaleiros. O cronista do rei escreveu explicitamente que todo o
porto era propriedade do rei.
Gomes Lourenço, da
Honra de Varzim, era um cavaleiro muito influente e padrinho de D. Dinis. Ele tirou vantagem de relações que
tinha com personalidades importantes no reino para assim ver reconhecido o
porto como sua honra. D. Gomes tentou convencer D. Dinis, que o pai do rei, D.
Afonso III, tirou-lhe de forma injusta. Justificando a atitude com a Honra de
Varzim, D. Gomes e seus descendentes vão ao porto e obtêm o tributo dos
pescadores.
Em 1308, o rei D.
Dinis passou uma carta de foral, doando o
reguengo a 54 famílias de Varzim; estes teriam que fundar uma Póvoa nova
em redor da Praça, ao lado de
Vila Velha, controlada pelos cavaleiros. Em 1312, D. Dinis doou a Póvoa ao seu
filho bastardo Afonso Sanches,
senhor de Albuquerque, e este
incluiu-a no património do Mosteiro
de Santa Clara, que acabara de fundar em Vila do Conde.[18] Em 1367, o rei D. Fernando I confirmou
os forais, privilégios e usos da Póvoa de Varzim. Estes foram novamente
confirmados por D. João I em
1387.
O domínio da
abadessa do mosteiro tornou-se cada vez mais forte sobre a Póvoa de Varzim,
através de aumento de impostos e ingerência na eleição do Juiz da Câmara
Municipal, aumentando o descontentamento da câmara, o que levou o povo a pedir
ao rei D. Manuel I que
terminasse com a situação. Em 1514, D. Manuel concedeu um novo foral à
Póvoa de Varzim. Por pedido do rei, o mosteiro foi reformado através de bula
papal em 1515. A abadessa Joana de Meneses resistiu, tendo sido obrigada a
mudar de convento. Ganhou pelourinho, autonomia significativa e
envolveu-se nos descobrimentos portugueses.
Construtores navais, navegadores e pescadores
No século XVI, os
pescadores começaram a trabalhar em atividades marítimas, como pilotos ou
mareantes, na tripulação das naus portuguesas, devido aos seus altos
conhecimentos náuticos. Os pescadores da região pescam na Terra Nova
desde, pelo menos, 1506. Durante o reinado de D. João III a
arte de construção naval poveira era já famosa, e os carpinteiros poveiros eram
procurados pelos estaleiros da Ribeira das Naus em Lisboa devido aos seus altos
conhecimentos técnicos. A paisagem urbana era dominada por casas térreas,
mas existem indicações de habitações com vários pisos e de arquitectura rica. A
classe abastada dos mercadores está associada a este rico casario em volta
da Praça Velha. As
rotas dos mercadores poveiros incluíam as Índias Ocidentais, São Tomé,Angola, Brasil, Índia, Perú, Flandres e Sevilha.
No século XVII, a
industria naval teve um incremento significativo na Ribeira, estaleiros navais
junto ao Castelo
da Póvoa na enseada, e um terço da população tinha alguma
relação com esta actividade, construir navios para a navegação mercante.
Durante este período existe uma expansão urbana significativa: o Centro cívico
da Praça com a Câmara Municipal e a Capela de Madre Deus, a área da Vila Velha
com a igreja matriz e o bairro dos pescadores da Junqueira, com o desenvolvimento do negócio de
salga de peixe, estava a começar a se afirmar como um novo centro urbano.
No início do século
XVIII, há um declínio no funcionamento dos estaleiros da Ribeira, devido ao
assoreamento da costa portuguesa e os estaleiros poveiros começaram a se
dedicar à construção de barcos de pesca. Há um aumento significativo da
comunidade piscatório em meados do século, tornando-se a principal actividade,
e durante o reinado de D. José I com
o país no meio de uma crise económica, a Póvoa começou um desenvolvimento acelerado. A Academia
Real das Ciências verificou a notoriedade expressiva da
comunidade na costa minhota e considerou que os poveiros eram os pescadores
mais hábeis desde o Cabo de São Vicente a Caminha, com um número considerável de
pescadores, navios e pesca de alto-mar. O resultado era captura de peixe
bastante significativa.
A comunidade
floresceu; levando a que seja feita uma provisão régia de 1791 por D. Maria I,
encarregando o Corregedor Francisco de
Almada e Mendonça de reestruturar a urbanização da urbe, criou um
novo centro cívico com uma câmara municipal monumental, ruas e infra-estruturas
foram criadas, ajudando ao desenvolvimento de um novo negócio, os banhos de
mar.
Os banhos da Póvoa e a cidade moderna
As águas ricas
em iodo levam que, a partir de 1725, monges beneditinos percorram
distâncias para tomar os "banhos da Póboa", em busca do iodo,
considerado vigorante, e curas para problemas de pele e ossos através de banhos
de mar e sol. A partir do século XIX, a afluência intensificou-se
sobretudo entre as classes abastadas do Entre-Douro-e-Minho,
levando a tomar feição cosmopolita e ao desenvolvimento do lazer. Surgem vários
hotéis, teatros e salas de jogo. Tornava-se então no mais popular destino
de férias do Norte de Portugal, o que leva a que investidores privados
criem ligações ferroviárias com o Porto em 1875 e com o Baixo Minho em 1878.
A 27 de Fevereiro de 1892,
um naufrágio ao largo da praia, devido a um temporal, teve um forte impacto na
comunidade. Naufragaram sete lanchas poveiras levando consigo 105 pescadores.
Na época, a Póvoa
de Varzim já era maior que uma boa parte das cidades portuguesas, evidenciava-se
como o terceiro núcleo urbano do Entre-Douro-e-Minho,
depois de Porto e Braga. Apesar disso, a elite local era contra o estatuto
de cidade. No entanto, o grande desenvolvimento entre os anos 1930 e 60,
levam à atribuição do estatuto de cidade em 1973, através do decreto 310/73.
Igreja
da Lapa (Póvoa de Varzim)
A Igreja da Nossa Senhora da
Lapa, antiga Capela da
Senhora da Lapa, situa-se na cidade da Póvoa de Varzim e
é devotada a Nossa Senhora da Lapa.
É um edifício modesto e simples de, com feição
barroca, mandado erigir pela comunidade piscatória, onde as famílias
piscatórias recorrem nos momentos mais difíceis.
Um pequeno farol desactivado, voltado para o mar e
que dá singularidade à igreja, serve de ligação sentimental e outrora útil
entre a igreja e os pescadores que estavam no mar. Assim, a igreja tem um valor
cultural e simbólico significativos.
A fachada apresenta uma torre lateral de sino de grandes dimensões. A igreja
está em Vias de Classificação (com despacho de abertura) pelo IGESPAR.
História
A Confraria de Nossa Senhora da Lapa da Póvoa de Varzim, que
assistia à comunidade piscatória poveira, situava-se em 1761 na Ermida de S.
Roque, templo construído no Largo
de São Roque em 1582. A fundação deve-se a missionários espanhóis no terceiro quartel do século
XVIII. Os padres franciscanos em missão, com licença do arcebispo primaz conseguiram
que alguns homens do mar erigissem uma capela a Senhora da Lapa. No dia 9 de
Dezembro de 1770 lançou-se a primeira pedra. Em 15 de Agosto de 1772,
a capela recebeu a bênção Solene. A capela passou a ser local onde os
pescadores e suas famílias recorrem nos momentos mais difíceis venerando a sua
padroeira: Nossa Senhora da Assunção.[1]
Por alvará de 21 de Fevereiro de 1791, D. Maria I declarou-se
protectora da Irmandade e outorgou novo estatuto, isentando-a de jurisdição
paroquial. Por esse diploma, a confraria recebeu o título de Irmandade
de Nossa Senhora da Assunção, título que, em 1883, passou a designar-se Real
Irmandade de Nossa Senhora da Assunção, mercê concedida por D. Luis I e
que mantém até hoje.
A Real Irmandade de N. S. da Assunção, usa opas de cor branca, com
"cabeção" verde, o branco significa a pureza e o verde a esperança.
Cores adoptadas pelo Bairro Sul da
Póvoa de Varzim, o bairro piscatório.
A capela passou a ser igreja sede da Paróquia da Lapa (Bairro Sul da Póvoa de Varzim) desde o
desmembramento da paróquia da Póvoa de Varzim (Matriz) em 1935.
Na paróquia está incluída a Capela Da Nossa Senhora da Conceição do Castelo
(1743) situada no interior daFortaleza
da Póvoa de Varzim.
Depois da prosperidade em séculos anteriores, o século XIX foi duro para a
comunidade com falta de pescado que terminou da pior forma em 27 de Fevereiro
de 1892, quando ocorre uma das maiores tragédias
que marcou a comunidade piscatória. No farol da capela foi colocado um painel
de azulejo notando que:
Um medonho e terrível temporal se desencadeou na nossa costa, apanhando
toda a pescaria da POVOA DE VARZIM no meio do mar, e,' accessando-a ceifou 105
pescadores que a dois passos da terra morreram no meio das vagas encapelladas e
cyclopicas. Pede-se às almas boas e generozas que, pelo eterno descanço DAS
ALMAS D'ESSES POBRES MARTYRES do trabalho, rezem um PADRE NOSSO E AVE-MARIA
para que ellas peça a Deus Nosso Senhor por todas aquellas caritativas pessoas
que de tao boa vontade deram suas esmolas para suavizar os horrores da fome e
da miseria, a viuvez e a orphandade desprotegida.
Todos os anos a 15 de Agosto,
celebram-se as grandiosas festas em honra de Nossa Senhora da Assunção, com
missa solene e uma majestosa Procissão.
Fortaleza
de Nossa Senhora da Conceição
História
Forte primitivo
Pinho Leal, em Portugal Antigo e
Moderno (1876) diz que se supõe que este pequeno e antigo fortim tinha
sido edificado pelos anos de 1400, no reinado de João I de Portugal.[1] No final da época quinhentista
começaram a desenvolver-se as actividades ligadas à construção naval, na zona
da Ribeira, zona em volta do "Forte de Torrão".[2] O fortim tinha sido edificado
às expensas da Câmara Municipal, com a finalidade de proteger a florescente
comunidade ligada às actividades marítimas (mercadores, construtores navais e
pescadores) do ataque de corsários. Esse primitivo forte ainda existia
em1685, quando estava guarnecido por um tenente,
um condestável e dois artilheiros, nomeados pela autarquia.
A fortaleza setecentista
No último quartel do século XVII, diante da necessidade de uma
melhor defesa do porto, o alcaide João de
Almeira Rêgo, julgou ser melhor a construção de uma fortaleza. A primeira
pedra da actual fortificação foi
lançada em 1701, sob o reinado de Pedro II de Portugal,
com projecto do sargento-mor engenheiro Sebastião de Souza.[3] Os trabalhos pararam em 1703 por
falta de verbas. Anos depois, chegara ao conhecimento de João V de Portugal que
o porto da Póvoa de
Varzim não oferecia segurança dada a paralisação das obras da
fortificação havia muitos anos. O trabalhos foram retomados em 1738,
quando D. Diogo de Sousa, filho de D. João de Sousa, Governador das Armas do Minho,
recebeu ordens daquele soberano para concluir a fortaleza.
Essas ordens foram expedidas uma
vez que o monarca considerava esta fortificação costeira grande importância
para o reino. Por ter sido D. Diogo de Sousa o governador que concluiu a
fortaleza em 1740, as armas da sua família foram colocadas
sobre o Portão de Armas a 22 de Outubro daquele ano, dia dos anos
do soberano. Na inauguração estavam presentes o general de armas, outras
autoridades militares e civis e o primeiro governador da fortaleza, Francisco
Félix Henriques da Veiga Leal, naquela altura ainda nomeado interinamente.
O primeiro governador, Veiga
Leal, nomeado a 13 de Maio de 1738,
desde logo não consentiu na extracção dos argaços que chegavam à praia fronteira do
castelo. Sendo esse um direito ancestral assegurado desde os forais D. Dinis e D. Manuel I,
a proibição levou a uma queixa formal dos moradores à Câmara Municipal, que por
sua vez a conduziu ao monarca que, pela Provisão de 20 de Dezembro de 1741,
confirma que os moradores continuavam a ter posse e uso das praias,
e dos proveitos que daí retiravam, como os argaços ou a pesca,
na forma do foral da vila. Apenas vários anos passados, em 1752, é que
Veiga Leal é confirmado como governador em diploma escrito pelo punho de D. José I
Do século XIX aos nossos dias
No século XIX, a fortificação conheceu alguma
decadência, tendo o seu terrapleno sido usado para corridas de touros, espectáculos de cavalos e acrobatas. Em 1857,
a Câmara Municipal sugeriu que o imóvel se tornasse num mercado e subdelegação
da Alfândega, referindo que "o Castelo constitue uma potência feudal
que é mister destruir-se.". Em 1859 sugeriu
novamente que se tornasse estação fiscal da delegação da Alfândega e escola
primária da 2ª cadeira. Por volta de 1868 novo
relatório informou que, como outras fortalezas do reino, esta quase não tinha artilharia sendo considerada há anos com
tão limitada importância, que já se haviam construído casas na sua esplanada.
As suas dependências passaram então
a ser o quartel da Guarda Fiscal, hoje denominada Brigada Fiscal da Guarda Nacional
Republicana (GNR). Todos os anos, até aos nossos dias, ocorre
na fortaleza a procissão da Nossa Senhora da Conceição do Castelo, na noite de 7 para 8 de Dezembro. A Brigada Fiscal deixou em
Fevereiro de 2010 a fortaleza. Desde então o
"castelo" está fechado. A Câmara aguarda a transferência do imóvel,
protocolada com o Estado desde 1999. Existe um projecto, de autoria do
arquitecto Rui Bianchi,
da Câmara Municipal, para a instalação de bares e restaurantes no seu interior.
Características
A fortificação apresenta planta quadrangular
com quatro baluartes nos
vértices: dois de frente para o mar (baluartes da Conceição e de São Francisco
de Bórgia), e dois para terra (baluartes de São José e São Filipe e Diogo).[1] Dos flancos dos primeiros
seguem dois lanços de muralha de 33 metros de comprimento, os quais se juntam
em ângulo saliente para o mar, e assim formam uma bateria de 7 metros de
largura e mais de 60 de extensão. No terrapleno da fortificação foi edificada
em 1743 uma capela, sob invocação de Nossa Senhora da
Conceição (Capela de Nossa Senhora da Conceição do Castelo), dita "Real
Capela", onde foi instituída pelos jesuítas uma
irmandade do Santíssimo Coração de Jesus, que, em tempos, contou com mais de
2.000 irmãos, entre gentes da Póvoa e terras vizinhas.
Foi extinta por José de Portugal e
o Marquês de Pombal,
quando da expulsão da Companhia do país em 1761. Dela
saía uma tradicional procissão de "Corpus Christi" que, ao sair pelo
Portão de Armas, acompanhada pelo capelão da fortaleza, era salvada pela artilharia. Em estilo barroco, apresenta pequenas dimensões,
recoberta com abóbada em cantaria. Nela destacam-se o retábulo em talha dourada e o sacrário, sendo aí venerados ainda Santa Bárbara,
padroeira da artilharia, e uma imagem do Menino Jesus com o coração na mão,
patrono da antiga congregação do Santíssimo Coração de Jesus.
ORVALHO - Sabeis o que é ?
... o que está a dar é a agricultura ...
...não é ?
2ª paragem
... e agora, per onde ?

Templo do Bom Jesus
Localização
O Templo do Bom Jesus de Fão,
situa-se num largo adjacente à estrada nacional nº 13, em Fão, Esposende.
A delimitar o adro, com três entradas, têm um muro baixo de
grossas paredes com pilastras a rematar
em volumosas esferas de pedra
Descrição
Construção de cariz renascentista, data dos inícios do século XVIII. Tem a
fachada principal voltada a Norte e uma torre provida de gárgulas e coroada de pináculos, adossada do lado sul. A porta
principal está coroada com frontão quebrado, sobre o qual está uma
bem proporcionada rosácea elipsoidal emoldurada por motivos florais. A fachada
culmina em frontão onde estão inseridas as armas reais pintadas a bege, azul
claro e branco. Rematam o conjunto dois pináculos laterais e uma cruz centra.
Foi seu protector, por exemplo, El- rei D. Luís.
Interiormente tem disposição em forma de cruz latina com as abóbadas em
pedra e as paredes forradas a azulejo. No altar-mor venera-se a imagem do
Senhor dos Passos, mais conhecido localmente por Senhor de Fão.
Ponte de Fão
A Ponte de Fão localiza-se
sobre o rio Cávado, na
freguesia de Fão, concelho de Esposende, distrito de Braga, emPortugal.
História
O seu projecto deve-se a Abel Maria da Mota, A estrutura metálica foi
fabricada na Empresa Industrial Portuguesa em Lisboa, tendo os trabalhos decorrido sob
orientação de um engenheiro francês de nome Reynaud.
Atendendo a que nessa mesma época vivia em Barcelos o engenheiro Gustave Eiffel, é usual atribuir-se-lhe
influência nesta construção, como é usual em toda a arquitectura do ferro em
Portugal.
Foi inaugurada a 7 de agosto de 1892,
ocasião em que recebeu o nome oficial de Ponte Luís Filipe em
homenagem ao então príncipe herdeiro.
É o único monumento existente no concelho de Esposende que ilustra a arquitetura
do ferro em Portugal.
Encontra-se classificada como Imóvel de
Interesse Público desde 3 de janeiro de 1986.
Características
A ponte tem um comprimento 267 metros, dividido em 8 tramos, cada um com
38,5 m assentes sobre 7 pilares construídos em alvenaria, que descem até 15 m
de profundidade. Primitivamente o tabuleiro era de madeira (carvalho, pinho e choupo).
Numa das cabeceiras da ponte encontra-se a inscrição: "Casa
construtora – Empresa Industrial Portuguesa. Santo Amaro – Lisboa - 1891".

Esposende é uma cidade portuguesa no Distrito de Braga, região Norte e sub-região do Cávado, com cerca de 11 000 habitantes.
É sede de um
pequeno município com
95,41 km² de área e 34 254 habitantes (2011), subdividido em 9 freguesias. O
município é limitado a norte pelo município de Viana do Castelo,
a leste por Barcelos, a sul pela Póvoa de Varzim e a oeste pelo Oceano Atlântico.
O ponto mais
elevado do concelho situa-se na Maceira, a 281 metros de altitude, na freguesia
de Vila Chã.
História]
Esposende
foi elevada à categoria de Vila, por foral do rei D. Sebastião em 19 de Agosto de 1572.
Elevação
da sede do município a cidade em 2 de Julho de 1993.
Geografia
A
cidade tem sido designada, na promoção turística, como "um privilégio da
natureza", visto que confina com o oceano, o rio, a planície e o Monte de
Faro. O concelho de Esposende acompanha a costa atlântica ao longo de
16 km. A faixa costeira está protegida pelas normas do Parque Natural do Litoral Norte. Grande
parte do território do concelho encontra-se na planície. É delimitado a norte
pelo rio Neiva e
dividido a meio pelo rio Cávado.
... Olha só quem nos veio visitar ... os nossos estimados Amigo ( Zé- Estufas e sr Carvalho ). Boa, ...já temos boleia para o regresso.
... Vale a pêna... de regresso a Fão para o almoço.
... costelimhas
Corvina escalada na brasa
... um grupo de jovens que por ali andavam ...
BV de Fão
... António Sousa ao telefone, recebendo convite para uma visita rápida às Caxinas, aguardando por nós o nosso querido Amigo Carlos Nogueira.
.... estão esperando por algo !!!
... ora cá está o Home ( Carlos Nogueira em acção )
... para o Estufas qualquer coisita serve ... pode ser somente 2 ou 3 pedaçitos de qualquer coisita ...
CUIDADO ... não se vão nas falinhas mansas deste homem ...
... assim terminou o dia ...

Esposende é uma cidade portuguesa no Distrito de Braga, região Norte e sub-região do Cávado, com cerca de 11 000 habitantes.
É sede de um pequeno município com 95,41 km² de área e 34 254 habitantes (2011), subdividido em 9 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Viana do Castelo, a leste por Barcelos, a sul pela Póvoa de Varzim e a oeste pelo Oceano Atlântico.
O ponto mais elevado do concelho situa-se na Maceira, a 281 metros de altitude, na freguesia de Vila Chã.
Esposende foi elevada à categoria de Vila, por foral do rei D. Sebastião em 19 de Agosto de 1572.
Elevação da sede do município a cidade em 2 de Julho de 1993.
Após a recente e discricionária reunião de freguesias, contestada por quase todas as freguesias originais, o concelho de Esposende ficou dividido em 9 freguesias:
- Antas
- Apúlia e Fão
- Belinho e Mar
- Esposende, Marinhas e Gandra
- Fonte Boa e Rio Tinto
- Forjães
- Gemeses
- Palmeira de Faro e Curvos
- Vila Chã
Arqueologia
- Castro de São Lourenço
- Menir de São Paio de Antas
- Anta da Portelagem e Mamoas do Rápido
- Grubehus do Lugar das Pedrinhas
Arquitetura Religiosa
Arquitetura Militar
Arquitetura Civil
Ponte de Fão
- Habitações do Lugar das Pedrinhas e Cedovém
Museus
- Museu Municipal de Esposende
- Museu d’Arte – Fão
Personalidades Ilustres
António Correia de Oliveira (1879-1860), foi um poeta português, viveu parte da sua vida na Casa de Belinho.
António Rodrigues Sampaio (1806-1882), lutador pela causa liberal, "pai do jornalismo português", destacado político, autor de importantes reformas, a administrativa e do ensino primário, nascido na freguesia de S. Bartolomeu do Mar (Esposende).
Alfredo Evangelista Viana de Lima (1913-1991), arquiteto, nascido na freguesia de Marinhas (Esposende).
Fonte ;https://pt.wikipedia.org/wiki/Esposende
percurso retirado de :
... ponto de partida : Castelões de Cepêda / Paredes
Este monumento foi feito em dezembro de 1997 e colocado no centro Largo Rodrigues Sampaio, de frente para o mar. É constituída por cinco esculturas em tamanho grande, em bronze e colocado sobre o pavimento. Eles simbolizam os esforços das pessoas de pesca local em seu trabalho árduo. Com este monumento homenageia marinheiros Esposende e todos aqueles cuja subsistência depende do mar (pescadores, construtores de barcos ...)
Forte de São João Baptista de Esposende
O Forte de São João Baptista de Esposende também referido como Castelo de São João Baptista e Forte de Esposende, localiza-se na freguesia das Marinhas, cidade e concelho de Esposende, no distrito de Braga, em Portugal.
Foi edificado entre 1699 e 1704, sob o reinado de Pedro II de Portugal (1667-1706), tendo sofrido posteriormente alguns cortes na sua estrutura.
Encontra-se classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1982.
Junto a este forte ergue-se o Farol de Esposende.
Marinhas — É uma freguesiardo concelho de Esposende, com 11,72 km² de área e 6 193 habitantes (2011). Densidade: 528,4 hab/km². Marinhas constitui juntamente com as freguesias de Esposende e Gandra a cidade de Esposende.
Confina a Norte com S. Bartolomeu do Mar, Nascente com Vila Chã, Sul com Palmeira de Faro, Gandra e Esposende e a Poente com o Oceano Atlântico. A sua área territorial, com os 1172 ha, a maior freguesia do concelho, inclui já uma parte que se mistura nitidamente com o teccido urbano da cidade de Esposende.
O nome Marinhas advém do facto de, pelo menos em épocas mediévicas, se ter explorado o sal. No entanto, a primeira documentação conhecida para esta freguesia não a mensiona com este designação mas sim «Michahele de Cepanes».
Duas das capelas mais importantes são a da senhora da Saúde, no lugar de Outeiro, mandada construir em 1849 e reedificada em 1889, e a da Senhora das Neves, bem mais antiga, situada no lugar de Rio de Moinhos. Esta última possui altares em estilo renascença.
Fonte: http://pt.wikipedia.org
Igreja Matriz de Marinhas
Mar -S. Bartolomeu -É uma freguesia do concelho de Esposende, com 2,54 km² de área e 1 182 habitantes (2011). Densidade: 465,4 hab/km².
Património Religioso: Igreja Paroquial e Igreja Velha.
Festas e Romarias: No dia 24 de Agosto realiza-se a famosa romaria a São Bartolomeu do Mar, santo padroeiro da freguesia. A tradição remonta ao Sec XVI e consiste em dar voltas à Igreja com um pinto (os locais dizem pito) preto ao colo, passar por baixo do andor e depois ir à praia"furar" ondas em número ímpar, ou seja, três, cinco, sete ou nove (Banho Santo). Tudo isto para que as crianças ficassem afastadas de efeitos demoníacos:gota, epilepsia e gaguez.
Travessa do Ferreiro
Na margem esquerda do Rio Neiva, próximo à Azenha da Carvalha, já mencionada em documentação de 1880, existiu a Ponte Velha. Nas memórias Paroquiais de 1758 diz-se que “… entre S. Paio de Antas e o Castelo de Neiva existia uma ponte em cantaria de um só arco que ligava a estrada de Viana ao Porto … a ponte a seguir, para montante era a de Fragoso”. Neste mesmo local foram esculpidas num rochedo umas alminhas, conhecidas pelas Alminhas da Ponte Velha.
Esta passagem é referida na Crónica de D. Fernão Lopes quando este cronista se refere a D. Nuno Álvares Pereira que aqui passou em 1385. Escreveu que vindo em defesa das terras do alto Minho depois de ter pernoitado em Leça (a uma légua do Porto) seguiu para norte “… e indo assim seu caminho, chegaram um dia a horas de vésperas a par de um lugar que chamam Neiva, que são sete léguas do Porto”.
![]() |
| Rio Neiva |
No que se refere à passagem do Rio Neiva, e depois de estudada variada documentação, ficam-nos dúvidas se não existira uma passagem mais próxima da foz deste rio, no lugar a que chamam de Barca.
De facto, João da Barca, natural de Guilheta, homem que viveu metade da sua vida no século XIX, afirmou que “… falares antigos diziam que a Estrada Velha passava por ali – próximo da foz do Neiva”. Ouvira-o “aos pais e os pais aos que os geraram”. Numa outra referência a esta passagem afirma-se que “ … vem junto aos fieiros um caminho que sai da estrada de Belinho, lugar de Sanfins, e vai à Barca, na Foz do Neiva, atravessando pe4las pedras para continuar na outra margem, pelo lugar do Rêgo da Fossa (Castelo de Neiva) … Aliás este era ainda o cominho que as gentes de Marinhas, Belinho e Antas seguiam para irem à feira à Vila de Viana”.
...retirado de : http://cronicadotempo.blogspot.pt/2011/09/o-caminho-de-santiago-no-concelho-de_15.html
Igreja de Santiago, a mais antiga consagrada ao apóstolo, fora do território espanhol.
Foto retirada do site daraopedal
...retirado de : http://pt.wikiloc.com/wikiloc/imgServer.do?id=3934760
Daqui dirige-se até Santiago de Perlinha, na direcção da vizinha freguesia de «S. Romão do Neiva». Chegado ao lugar de Aldeia de Cima, tome-se a antiga estrada Real, aqui chamada Rua Caminho de Santiago seguindo na direcção do Mosteiro de «S. Romão».
Pedra marcação do Caminho - Km 187
... retirado de :http://pt.wikiloc.com/wikiloc/imgServer.do?id=3934667
antiga estrada Real
...ou andava à pesca de perdizes,,,ou caçava peixe espada :) António em grande forma.
O MOSTEIRO BENEDITINO DE SÃO ROMÃO DE NEIVA.
" A edificação actual, construída de raiz em substituição da anteriormente existente teve início em 1733 por iniciativa e a expensas de um membro da comunidade beneditina local, Frei Nuno da Cruz, um rico fidalgo descendente de S. Nuno Álvares Pereira, o qual ficou detentor único de uma fortuna considerável por herança de família, e que viria a aplicar na construção do templo em cumprimento de uma promessa. Após a sua morte e em cumprimento de uma decisão judicial proferida em acção interposta por parentes, uma vez que os irmãos de Frei Nuno da Cruz não deixaram descendentes, os benefícios cessaram e as obras da igreja e do convento tiveram que ser interrompidas quando se esgotaram de vez os materiais já pagos, ficando por concluir a abóbada e a torre sineira do lado sul. Por alturas de 1743 a 1746, ainda foram construídas algumas obras previstas como os arcos do coro, os púlpitos, a pia baptismal e o lavatório da ante-sacristia. "
retirado de :
http://dolethes.blogspot.pt/2013/06/o-mosteiro-beneditino-de-sao-romao-de.html)
O magnífico retábulo da Capela-Mor, vindo do Convento de Tibães em carros de bois.
O Mosteiro situa-se no sopé do Monte do Crastro, ao cimo do qual existe uma pequena Ermida votada à Senhora do Crasto, onde é possível aceder através de uma escadaria em granito a partir do Mosteiro, ou, em automóvel sem dificuldade por caminho de terra batida de pouco mais de uma centena de metros, tomando o ramal que sobe a encosta a partir da estrada em asfalto que passa ao lado do Convento e do Campo Desportivo. Lá chegados, deparámos com um magnífico parque de lazer e divertimento, com todas as condições para fruir dos dons da natureza na sua plenitude, entre pinheiros e o cheiro dos eucaliptos e o alongar da vista pelas terras de Neiva. Terá no local existido em tempos um castro onde se fixaram os habitantes que deram origem à localidade. À volta da Ermida cuja fundação se estima ter sido por volta do séc. XVI, e onde os frades beneditinos que a mandaram edificar rezavam as vésperas e contemplavam o pôr-do-sol no Atlântico, agora um pouco mais ampla depois de 1935 e por ter sido restaurada em 2008, foi construído um parque de merendas com vários espaços cobertos com mesas e bancos, um anfiteatro em granito para eventos e respectivo palco, parque de diversão, mesas e bancos em pedra, cozinha apetrechada com forno a lenha e assador, serviços de talheres e banca de lavagem de louça, instalações sanitárias, luz eléctrica e a simpatia do responsável do local, o padre Moreno. E muito, muito ar puro, sombra e sol ao gosto de cada um.
Vista do Convento a partir do Monte do Crasto onde se situa e Ermida da Senhora do Crasto.
Mosteiro Beneditino de São Romão de Neiva
...retirado de : http://pt.wikiloc.com/wikiloc/imgServer.do?id=3934669
Dirigindo-se, agora, para a freguesia de «Chafé», onde se retoma Estrada Real, por entre Alminhas e uma via Sacra, o Caminho atravessa vários lugares da freguesia até entrar «Vila Nova de Anha», onde passa pela Igreja de Santiago. Atravesse-se agora o Monte de Faro, na direcção a Darque e a Viana do Castelo, que espera o peregrino do outro lado da ponte Eiffel.
Chafé é uma freguesia portuguesa, situada no limite sul do concelho de Viana do Castelo, com 7,50 km² de área e 2 841 habitantes (2011). Densidade: 378,8 hab/km².
A origem de Chafé parece confundir-se com uma estrutura administrativa civil e eclesiástica existente desde meados do século XI, a paróquia de S. João de Ester. Esta paróquia pertencia à Terra de Neiva, situada entre a de Santiago do Castelo de Neiva e a de São Romão de Neiva, a sul, e Santiago de Anha, a Norte.
A sua localização encontrava-se, em parte, dentro do Couto do Mosteiro beneditino de S. Romão do Neiva. Parte da paróquia de S. João de Ester - Lordelo ou Laordelo ou Dordelo - ficava, no entanto, fora do domínio dos monges beneditinos, pelo que pagava ao Rei, em 1220, 14 morabitinos, de acordo com as Inquisições de D. Afonso II, e no tempo de D. Afonso III, 8 maravediz e metade da importância das multas. Continuava, então, S. João de Ester a ser uma paróquia autónoma, mas incluída no couto do Mosteiro beneditino de S. Romão do Neiva.
Desde a sua fundação que possuía igreja própria, sendo seu orago S. João Baptista. A edificação da igreja estava localizada no lugar de Ester, no sopé setentrional do Monte de Castelo do Neiva, num local que hoje é chamado de Portelas. Actualmente, ainda há vestígios desta igreja.
No século XII, iniciou-se o fenómeno de invasão de areias que afectou as áreas mais litorais da paróquia de S. João de Ester. Deste fenómeno ficaram marcas na toponímia, dos quais o mais evidente é o nome do lugar da Areia. Lordelo e Ester foram soterrados pelas areias, as casas destruídas, entre elas a primeira igreja. E as pessoas tiveram de se deslocar mais para o interior, para o lugar de Xafede, onde se vão reorganizar.
A desorganização da vida paroquial provocada pela destruição da igreja vai provocar a necessidade de se proceder à anexação da paróquia de S. João de Ester a Santa Maria das Areias, no século XVI, o que tinha sucedido, igualmente, a outras paróquias da diocese de Braga.
Posteriormente, vão as paróquias de Santa Maria das Areias, que entretanto dá origem ao lugar de Darque, e São João de Ester ser anexadas à paróquia de Santiago de Anha. S. João de Ester não desapareceu paroquialmente, mas perdeu grande parte da sua importância. Eclesiástica e civilmente anexa a Santiago de Anha, este lugar da freguesia de Anha estava integrado no Julgado de Neiva do concelho da comarca de Barcelos, que superintendia toda a administração económica, política e judicial deste território, situação que se manteve até à afirmação do regime liberal português de meados do século XIX. Em 1835, o espírito reformador liberal alterou todo o edifício administrativo português, criando sete províncias, dezassete distritos e reformulando os concelhos. Assim, foram muitos os concelhos que desapareceram e muitos os que foram criados e alterados, como o caso dos concelhos de Barcelos e de Viana. As freguesias entre o Rio Neiva e o Rio Lima passam a pertencer ao concelho de Viana: Alvarães, Anha, Carvoeiro, Castelo de Neiva, Darque, Deocriste, Mazarefes, Mujães, Portela Suzã, São Romão, Subportela, Vila Franca, Vila Fria e Vila de Punhe.
A questão paroquial nunca foi esquecida pela população de Chafé. Em 1968 a paróquia de Chafé foi desanexada de S. Tiago de Anha, e em 1985, após um longo e conturbado processo social e político, foi criada a freguesia de Chafé.
Capela do Senhor do Socorro
...retirada de :http://pt.wikiloc.com/wikiloc/imgServer.do?id=3934670
Vila Nova de Anha ou Anha é uma freguesia portuguesa pertencente ao concelho de Viana do Castelo. O território da freguesia tem 9,12 km² de área e, segundo o recenseamento efectuado em 2011, conta com 2415 habitantes. Possui uma densidade populacional de 264,8 hab/km².
A freguesia encontra-se situada a sul da cidade de Viana do Castelo, na margem esquerda do Rio Lima do qual se afasta cerca de 4 km. Está abrigada dos ventos Norte pelo Monte do Faro, espraia-se por um fértil vale atravessado pelo Ribeiro de Anha, que desagua no Oceano Atlântico, que a limita a poente; e, é rodeada a Norte pela freguesia de Darque; a Nascente, pelas freguesias de Mazarefes e Vila Fria, e a sul, pela freguesia de Chafé.
Igreja de Vila Nova de Anha
...retirado de : http://pt.wikiloc.com/wikiloc/imgServer.do?id=3934672
Vila Nova de Anha, antes apenas Anha, recebe o estatuto de Vila em face do Decreto da Assembleia da República n.0157/III de 9 de Julho de 1985. Esta freguesia é uma povoação muito antiga, cuja fundação remonta aos tempos da reconquista e aparece nos documentos antigos fazendo parte das Terras de Neiva, integrada no Senhorio da Casa de Bragança desde o século XV. Há porém documentos do final do século IX, que falam desta freguesia, que então se chamava Ânia.
Anha já era paróquia antes da construção do Mosteiro Beneditino de São Romão do Neiva, cuja primeira igreja é de cerca do ano de 1022.
No livro “Inventário Colectivo dos Arquivos Paroquiais vol. II Norte Arquivos Nacionais/Torre do Tombo” pode ler-se na íntegra a respeito da história desta freguesia: «A primeira referência conhecida a Anha encontra-se num documento de 1063, que a situa nos limites do couto de Mazarefes.
Nas Inquirições afonsinas, de 1220 e 1258, é citada sob a designação de Santiago de Anha, localizando-se na Terra de Neiva.
Nas Inquirições efectuadas no reinado de D. Dinis, em 1290, aparece com categoria de freguesia, continuando a pertencer ao julgado de Neiva. Na taxação de 1320, a igreja de Santiago de Anha foi tabelada em 70 libras. No registo da cobrança das “colheitas” dos benefícios eclesiásticos do arcebispado de Braga, efectuado por D. Jorge da Costa, entre os anos de 1489 e 1493, tinha de rendimento 3 onças e 2 réis, em prata, e 15 réis, em dízimas de searas.
O livro dos Benefícios e Comendas, de 1528, faz ainda menção a Santiago de Anha incluída na Terra de Aguiar de Neiva.
Américo Costa descreve-a como abadia, no termo de Barcelos, que passou, mais tarde, a priorado. Diz, também o mesmo autor, que esta freguesia se terá designado primitiva, ente Nossa Senhora das Areias, lugar onde existe ainda uma pequena ermida na margem esquerda do rio Lima e, tendo-se tornado inabitável pela acumulação de areias, mudou-se para o local onde actualmente se encontra.
Segundo o Padre António Carvalho da Costa e o Padre Cardoso, o direito de apresentação desta freguesia pertencia à Casa de Bragança, referindo, contudo, a Estatística Paroquial que era a Sé Patriarcal que apresentava o abade».
O património arquitectónico e cultural edificado, as tradições ainda vivas, e o meio ambiente em que se insere, oferecem a Vila Nova de Anha inúmeras atracções de interesse turístico a serem aproveitadas em benefício do desenvolvimento local.
O Paço d’Anha e sua capela de S.to António, a Igreja Matriz, as capelas do Senhor dos Aflitos, de S. João e de S. Gonçalo, a praia oceânica do Rodanho, à qual foi atribuída bandeira dourada, a possibilidade de praticar caça e pesca desportiva, dinamizada pela Associação de Caçadores de Vila Nova de Anha e Associação Desportiva e Cultural, as festas da Vila, em honra de S. Tiago, Santo António e S. José, celebradas na última semana de Julho, e a Queima do Judas, realizada na noite de Domingo de Páscoa, constituem pólos que merecem uma atenção especial de uma po1itica de turismo.
Na sua história o Paço de Anha é ainda uma referência e testemunho pois está estreitamente ligado aos trágicos acontecimentos de 1580, que resultaram na concentração das coroas de Portugal e Espanha nas mãos do monarca espanhol Filipe II (Filipe I de Portugal).
Com efeito, segundo alguns historiadores, terá sido neste lugar, numa primitiva casa rural pertencente a António Gonçalves Cabeças, irmão do capitão-mor dos extintos concelhos de Santo Estevão (Facha -Ponte de Lima) e, Geraz (Viana do Castelo), que D. António, Prior do Crato, terá passado uma das noites dos longos meses em que andou fugido e perseguido por terras minhotas.
A actual casa, alvo de diversos restauros, alguns deles já deste século, mantém ainda uma porta de arestas cortadas, da época quinhentista, que deverá ter pertencido à primitiva habitação.
Na sua passagem por França, acompanhando o exílio do Prior do Crato, António Cabeças terá conhecido um fidalgo francês, de nome Miguel de Agorreta, acabando por o trazer para Portugal e casando-o com a sua filha Maria Ferreira.
Terá sido na sequência deste casamento, que foi instituído o Paço de Anha, devendo-se ao filho do casal, João de Agorreta Ferreira, a reestruturação da casa e a construção da capela, já na primeira metade do século XVII.
Mais tarde, esta família vai ligar-se por laços matrimoniais à família Alpuim de Viana do Castelo, curiosamente também tradicional defensora da causa do Prior do Crato, sendo os descendentes desta união, os actuais proprietários do Paço de Anha, que aqui implementaram um projecto de turismo de habitação e revitalização das vinhas, criando uma marca que ostenta o nome deste Paço multisecular.
Património
- Paço de Anha (e capela)
- Igreja paroquial
- Capelas do Senhor dos Aflitos
- Capela de S. João
- Capela de S. Gonçalo
- Praia do Rodanho
Capela de Sto. Antônio
...retirado de :http://pt.wikiloc.com/wikiloc/imgServer.do?id=3934673
Este itinerário aparece descrito por Manuel de Boaventura quando se refere à família do lavrador de Apúlia, João Saraiva, assassinado no Faro de Anha pela quadrilha do Laranjeira, que procurou solenizar esta efeméride mandando construir um cruzeiro “ … num fieiro da praia, na linha do Faro, pois habitualmente era por ali que passavam os amigos e conhecidos do morto”.
...retirado de ;http://cronicadotempo.blogspot.pt/2011/09/o-caminho-de-santiago-no-concelho-de_15.html ( Manuel Albino Penteado Neiva )
...terminando o dia.
De Viana do Castelo a Caminha





























































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































